Nunca se viu uma época mais insana do que a nossa.
Vejam: Fernando Carvalho e Newton Drummond foram alvos de pichações repulsivas.
Vivemos num tempo de consagração da ignorância mais absurda e absoluta.
O acontecimento é gravíssimo e merecedor de xilindró.
Alguém me diz ter sido obra de torcedor ou torcedores colorados. Parece óbvio, não?
Parece, mas não é.
Há muita gente disposta a cometer ameaça anônima, nunca o torcedor.
O ódio é mais promovido do que marca de sabão em pó nos dias atuais, mas não pelo torcedor.
Há de se separar sempre o torcedor de quem picha prometendo matar.
Um veste a camiseta, vibra, sofre, vai ao estádio enrolado na bandeira, convive; o outro, solitário ou em bando, faz a apologia do crime.
Só um anti-colorado assumido, a negação do colorado, para jogar gasolina na fogueira com o time rumando para o rebaixamento e pedindo socorro.
É preciso odiar muito o Inter.
Mais do que isto: é preciso ter repulsa pelo próprio futebol.
Estamos diante uma geração que se vinga do amor que muitos têm pelos seus times do coração cravando o medo no coração dos outros. São vândalos excluídos do mundo do futebol.
