TENTANDO ENTENDER O INTER
Vamos, juntos, tentar decifrar o Inter de 2010. Mas para tanto, volteremos um pouco no passado, em busca de alguma referência.
O time campeão da Libertadores jogava quase sempre com um volantão, um segundo volante e um terceiro jogador no meio-campo capaz de marcar,
armar e atacar, Tinga. Havia Alex, ótimo nos chutes de longa distância e exímio cobrador de faltas.
O Inter que derrubou o Barcelona, sagrando-se campeão do Mundo,começou com dois volantes (Edinho e Wellington Monteiro) mas foi no segundo tempo, quando colocou mais um marcador em campo, Vargas, que melhorou.
Vamos ao Inter de agora.
Temos dois volantes, Sandro e Guiñazu.
Sandro não é um volantâo à antiga, que se costumava chamar de cabeça-de-área, depois transformado em centromédio. Não guarda posição. É excelente jogador, mas não guarda posição.
Guiñazu, extraordinário pelo empenho, é marcador. Andou armando jogadas pela esquerda que redundaram em gol, mas isto foi exceção. Não arremata de longa distância nem dá passes longos.
Giuliano quase não marca. Tite chegou a lançá-lo como atacante numa partida. Não deu certo. É ótimo jogador, mas não assiste os marcadores como fazia Tinga.
D´Alessandro. Deveria ser o armador. Não sei se está perdido neste meio-campo ou se o meio-campo perdeu-se por causa dele.
Consequências: temos um meio-campo sem assistência de um terceiro homem na marcação (deveria ser Giuliano) e um ataque com um armador que não arma.
Um meio-campo assim, indefinido, deixa a zaga, qualquer zaga, perdida, e não municia o ataque.
Neste momento, o Inter pede por Andrezinho. Andrezinho marca mais do que Guiliano. Pediria um outro jogador, capaz de auxiliar Guinãzu e exercer a terceira função, um Tinga, mas não há este jogador no Beira-Rio e, se há, não o vimos jogar.
Fossati não viu ou não quer ver que o meio-campo é um saara de improdutividade comprometendo todo o time
Não diria que o Inter é um amontoado: é uma dispersão. É cada um por si e Deus por todos.
Há uma cratera separando os três setores, defesa, meio-campo e ataque.
Talvez seja possivel arrumar a casa com o material humano disponível. Material humano bom, diga-se.
Mas para isto é necessário um treinador que treine, dê ordens específicas, que não penas distribua as camisetas aos titulares, mas que exija o cumprimento das funções estabelicidas, tomando como ponto de partida que as funções estejam estabelecidas.
