Sim, acredito em teoria da conspiração. Ainda mais quando se trata de futebol. Dirigente quase sempre trama em causa própria ou contra o torcedor.
Entendo o pânico dos colorados. Basta conferir a relação dos últimos treinadores. Mandou desembarcar o turfístico Mário Sérgio, um ex-comentarista com séquito de lobistas em Porto Alegre. A notícia boa é que chegou saindo, como interino. Trocou por um gardelón uruguaio, Fossati. Gardelón é um tipo, embora há quem insista em acreditar que Gardel tenha nascido em Tacuarembó, no Uruguai. Fossati dançou um tangaço e o Inter decidiu apostar no rejeitado número 1, ele, Celso Roth.
Comprovando a tese de que toda a tese um dia se confirma, Roth deu certo. Por quatro jogos. Que lhe garantiram dez meses de emprego. Roth dançou o Mazembaço, recebeu aumento e caiu. Contrariando o ditado que diz que o raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar, o Inter contratou outro comentarista, Falcão, outro que conta com um séquito de lobistas locais.
Por acreditar em teoria da conspiração achei que o Inter pudesse reatar com Roth. Ou bancar Cuca. Juntos, são quase 200% de rejeição. É rejeição para entrar no Guinness. Da Alemanha vem a notícia: estão descartados. Você pode exclamar, torcedor: yes wecan! Mas cuidado. A luz no fim do túnel pode ser a de um trem.
