Este Brasileiro é desigual até na distância.
Uma das edições foi disputada por seis times paulistas.
Enquanto as equipes dos demais estados se esbagaçavam em viagens massacrantes, os de São Paulo faziam turismo doméstico.
Sempre quis uma fórmula tão injusta quanto à distribuição das cotas da TV, onde os apadrinhados levam R$ 160 milhões/ano e o resto a metade ou menos.
Os três oceanos que separavam Inter e Grêmio dos queridos da TV no quesito grana só fizeram aumentar.
O blogueiro Marcel Rizzo, do UOL, escreve o seguinte:
“O Grêmio abdicar do Campeonato Brasileiro e colocar reservas em campo ainda no início do segundo turno, para priorizar as Copas do Brasil e Libertadores, não pegou bem na CBF.”
Minha intuição é de que não pegou bem na Globo e, por tabela, na CBF, que corre o risco de seguir sem patrocinador em 2018.
A funesta CBF monta um monstrengo, empilha torneios, e tem peito de fazer beicinho.
Não fez beicinho nos anos em que times do RJ e SP priorizaram esta ou aquela competição.
Como se sabe moramos num estado que despenca do mapa do Brasil.
Para o Grêmio voltar a incorporar o Brasileiro só caindo hoje da Copa do Brasil.
Acho que me fiz entender.
