Hiltor Mombach

Teorias da conspiração

Nenhuma outra competição é tão bombardeada por teorias de conspiração quanto a Copa do Mundo.
Depois estão os Jogos Olímpicos.
Enquanto as seleções se matam em campo, fanáticos constroem histórias que ganham as redes sociais.
Não apenas há quem acredite como conheço torcedores ilustres que duvidam de quem tenta desmentir tais absurdos.
Até hoje sou obrigado a falar sobre o que aconteceu naquela final de 1998.
Não propriamente da decisão, mas desmentir a teoria de uma conspiração que arregimentou um número incrível de crentes: a de que o Brasil entregou a Copa de 1998 para ganhar a de 2002.
Lembrando que pouco antes da final entre Brasil e França, em 12 de julho, foi divulgada a notícia de que o craque Ronaldo não iria jogar pois teria sofrido uma convulsão.
Segundo a teoria conspiratória, CBF e Nike haviam vendido o jogo.
A suspeita baseava-se na goleada de 3 a 0 para um rival inferior.
Cada jogador receberia 470 mil dólares entre prêmios e bônus.
A cena não cabe nem no filme mais fantasioso: dezenas de jogadores sendo subornados por um dinheiro que ganhavam em meio mês de trabalho, nenhuma revolta, nenhuma infomação vazando...
Alguém já me disse que acreditamos no que queremos acreditar.
É verdade.
Agora, outra teoria conspiratória invade as redes sociais.
Diz que a Espanha vendeu a Copa para a Fifa e que os jogadores titulares espanhóis foram avisado da venda no dia do jogo contra o Chile, em uma reunião envolvendo o Angel Maria Villar, Vicente del Bosque e Joseph Blatter:
“A princípio muito contrariados, os jogadores se recusaram a trocar o bicampeonato mundial por sediar a Copa do Mundo em 2026.”Minha intuição diz que o autor das duas teorias é o mesmo, pois apenas alguns valores foram atualizados.
Nem tentarei escrever sobre tal absurdo, porque quem quer acreditar, seguirá acreditando.