Hiltor Mombach

Terreno no Olímpico pode ajudar nas obras do entorno da Arena do Grêmio

Não apenas o Grêmio quer, mas os moradores dos bairros do entorno, Humaitá, Farrapos e Navegante, afetados quando há enchente, exigem a realização das obras

Assim que Marcelo Marques comprou a gestão da Arena por R$ 130 milhões imaginei que estava destravando vários imbróglios.
O empreendimento imobiliário ao lado da Arena do Grêmio, conhecido como Condomínio Residencial Liberdade, enfrenta problemas com a emissão do habite-se para algumas de suas torres devido a questões relacionadas ao cumprimento de obras de mobilidade urbana prometidas pela construtora OAS.
Apenas duas das sete torres têm habite-se. Há ação judicial discutindo as demais.
Há a questão da realização das obras do entorno.
Não apenas o Grêmio quer, mas os moradores dos bairros do entorno, Humaitá, Farrapos e Navegante, afetados quando há enchente.
Há duas semanas recebi a informação de que a OAS 26 daria um terreno na área do Olímpico para a prefeitura que, em troca, faria as obras do entorno da Arena.
Karagounis e OAS 26 assumirão o Velho Casarão.
Chequei com um diretor de uma das empresas:
"São negociações.
Não posso falar sobre negociações".
Entendi com a frase que ele confirmava o fato."
Chequei com a assessoria de comunicação do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo. Resposta:
"Não temos nenhuma novidade neste sentido".
As obras do entorno se transformaram num jogo de empurra-empurra há mais de uma década.

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