Há jogadores que começam zagueiros e terminam laterais, como há laterais que viram meias.
Com o andar da carruagem as melancias de ajeitam e, com o andar do tempo, alguns atletas se tornam imprescindíveis fora da posição de origem.
Tinga deixou o Grêmio peladeiro, feito ponteiro direito.
Foi para o Japão de onde retornou volante para o Botafogo.
Desembarcou no Inter fazendo a segunda função e, com o tempo, passou para a terceira, sendo imprescindível no vaivém.
Nesta quarta-feira tem Grêmio x Fluminense na Arena pela Copa do Brasil, oitavas de final. Duvido que alguém apostasse um café que aquele volante oriundo do Juventude em 2013 se transformasse num invejável terceiro homem pela direita.
Hoje, porque amanhã é outro dia, o Grêmio começa por Ramiro.
É ele e mais 10.
Ramiro cobre a subida do lateral-esquerdo rival, é fundamental na ajuda aos dois volantes e vai algum tempo também ataca, num vaivém incansável. Tornou-se o motor da equipe.
O Inter não tem mais um Tinga.
Nem um Ramiro.
Um pouco por informação, outro pouco por intuição e o restante por achômetro, digo que Felipe Gutiérrez pode ser este jogador.
E com ele fazendo o vaivém o time se tornará mais confiável e menos inconstante.
