O leitor me entende.
Eram 9min do segundo tempo quando Cuesta dividiu uma bola com Sánchez.
O jogo seguiu e Damião encobriu o goleiro Vanderlei.
Gol.
Era o 2 a 1.
Anulado por impedimento.
O assoprador de apito voltou atrás e decidiu realizar um colóquio de 6min com todos seus assessores.
Nada de a TV mostrar o replay.
Não há consenso.
E dá-lhe conversa.
Nada de decisão.
Ansiedade num Beira-Rio lotado.
Tensão.
Seis minutos depois o árbitro decide anular o gol definitivamente.
Segundos depois da decisão a TV mostra o lance: a bola veio de Sánchez.
TV que decidiu não mostrar o replay.
Gol legal.
Como, seis minutos depois de muita conversa, o assoprador concluiu pelo impedimento?
Obviamente não havia certeza.
A arbitragem pagou um mico histórico.
Esperou 6min para decidir pelo replay.
O VAR teria matado a charada.
Mas não tem VAR.
Pergunta: fosse gol do Flamengo e teriam anulado?
Aposto que não.
Palmeiras e Flamengo estavam interessados no resultado da partida.
Foram os grandes beneficiados pelo 2 a 2.
Tiraram o Inter da briga.
O título ficará em São Paulo ou no Rio.
O Inter não jogava bem quando Damião fez 1 a 0 aos 43min iniciais.
Gabigol empatou com um golaço aos 5min finais.
O Inter meteu pressão.
Teve o gol mal anulado e, aos 25min, Patrick desempatou.
A festa durou pouco.
Após lambança da zaga, Fabiano marcou contra aos 33min.
Dois pontos perdidos diante de 43.159 torcedores.
O Palmeiras termina a rodada com 62 pontos.
O Flamengo passou a ocupar o segundo lugar com 58 e o Inter está em terceiro com 57. Restam oito jogos (24 pontos).
Nem mesmo os colorados mais otimistas devem achar possível tirar uma diferença de cinco pontos.
A CBF verá o título ficar com paulistas ou cariocas.

Foto: Fabiano do Amaral
