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Tite merecia a seleção. Esta seleção não merecia Tite. Sabedor disto ele assinou, em 2015, um manifesto exigindo a renúncia definitiva do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e da sua diretoria. Os signatários alegavam, entre outras coisas, que “a crise de corrupção é a face mais visível de um profundo problema estrutural”. O cavalo passou encilhado para Tite dizer não à CBF, transformando-se em mais um dos ícones na luta pelo fim da corrupção, que tem Sérgio Moro como líder maior. “Ocupa CBF”, este o nome de um manifesto de Tite apoiou. Por ironia do destino, ele vai ocupar a CBF ao lado de quem ele tanto queria que renunciasse.