Lembro-me da agonia dos times grandes já rebaixados.
É lenta, interminável em suas duas ou três rodadas.
Lívido e impotente, o torcedor vê o cadafalso sendo armado de forma irreversível.
Entre alfinetadas e gozações, caminha inconformado até que a sentença matemática reduza a última esperança a pó.
Talvez pior do que o rebaixamento seja a espera do último golpe.
Uma das artimanhas contra a ansiedade é a autogozação, uma espécie de autoflagelação. Serve como vacina.
A lógica do futebol é de que o futebol não tem lógica.
Tivesse lógica e o campeão da última Libertadores não estaria agonizando.
Não é fácil ser rebaixado.
Só mesmo com muita incompetência se consegue ir para a Série B do Brasileiro.
Vejam o Fluminense.
Disputou 35 partidas e perdeu 16.
Deixou 48 pontos pelo caminho.
Empatou nove.
São mais 18 pontos que ficaram para trás.
Pois com apenas 10 vitórias não figura na zona funesta. N
ão basta ser ruim para cair, é preciso ser muito ruim.
O Grêmio vem cambaleante deste o começo do Brasileiro.
Nas quatro últimas partidas somou três pontos.
Alguém dirá três míseros pontos. Engano.
Carregando estes três pontos entra em campo para encarar o São Paulo.
Se vencer, estará garantido na Série A de 2025.
O time de Renato vem jogando pouco, quase nada, mas há uma meia dúzia de concorrentes ao prêmio Framboesa do Ano.
O Framboesa de Ouro é conhecido como o Oscar dos filmes ruins.
Tivesse um Framboesa de Ouro no Brasileirão e o Grêmio estaria na disputa.
Mas não levaria o prêmio.
Este já está nas mãos do Atlético-GO.
Tivesse um Framboesa de Ouro no Brasileirão e o Grêmio estaria na disputa. Mas não levaria o prêmio
Lembro-me da agonia dos times grandes já rebaixados. É lenta, interminável em suas duas ou três rodadas.
