Hiltor Mombach

Todos na Arena. E viva o G-4!

Não ou aborrecer o amigo leitor com a chorumela de que só veremos um representante gaúcho campeão deste Brasileiro por pontos corridos dentro de 86 anos.
Catorze já foram engolidos desde que fiz a minha previsão em 2003.
Nem vou lembrar que continuo ferrenho adepto do mata-mata, aquela fórmula que volta e meia abria uma brecha para a gauchada firar a fila.
É domingo, tem Gre-Nal, e vou entrar a onda da República do coitadismo.
Farei de conta de que estou imensamente satisfeito com a briga pelo G-4, de que me contento com migalhas, em ver mineiros, paulistas e cariocas empilhando taças.
Torço para que Grêmio e Inter joguem neste domingo o que não jogaram em todo o campeonato.
Torço para não ser assombrado com as atuações contra Vitória e Santos na última rodada.
Para que Felipão e Abel não montem times para empatar.
Ninguém merece um Gre-Nal valendo pelo G-4 sem gol.
Um mísero gol que seja.
Acho que neste item serei atendido: Abel não costuma montar equipes retrancadas e Felipão não pode montar um Grêmio retrancado.
Pelo menos não neste domingo na Arena.
Porque se o empate é ruim para os dois, é pior para o Grêmio.
Com um empate o Inter fica no G-4; já o Grêmio pode terminar a rodada em sétimo lugar, limitando suas chances de Libertadores. Além de novamente não ganhar na Arena e de aumentar para dez o número de clássicos sem vitória, nove na gestão de Fábio Koff.
Dois com Felipão.
O caminho para a Libertadores de 2015 passa pelo clássico de hoje.
Aqui começa a caminhada para o tri da América para Grêmio e Inter, título que garante uma vaga no Mundial Interclubes e dinheiro. Sobre dinheiro escrevo nos tópicos seguintes. Então, vamos lá.
Todos na Arena!
Todos os gremistas, porque os lugares dos colorados estão limitados em 1.500. E viva o G-4!