Hiltor Mombach

Torcidas, ainda

Caro Hiltor.
Tenho acompanhado teus blogs diariamente.
Gosto muito de acompanhar o assunto que envolve as maiores torcidas.
Sei perfeitamente que cabe a vocês publicar aquilo que os institutos fornecem.
Particularmente acho muito falhos os resultados de alguns institutos.
Acho que toda vez que um instituto divulgar uma pesquisa do ano vigente, deveria, também informar a média aritmética das últimas cinco pesquisas.
Exemplo: O IBOPE, que deve ter todas condições de fornecer os resultados mais exatos, divulga pesquisas discrepantes de um ano para outro, que chegam a causar sustos.
Há um 8 anos atrás o Grêmio aparecia com 7,7 milhões e logo depois com 6 mi e pouco.
Tu mesmo divulgaste uma pesquisa onde o Grêmio estava com 4 por cento e o Inter com 2,4
Logo adiante publicou que ambos tinham 3 por cento.
Um verdadeiro absurdo.
Qualquer criança sabe que, em regra, torcedor não muda de time.
O Pesquisas Paraná tem apresentado resultados muito iguais quando se refere ao sul do país.
Grêmio com 21 e o Inter com 16.
Uma diferença de 25 por cento mais ou menos.
Se pegares os dados do Top of Mind dos últimos 5 ou 10 anos, tendo como cenário o RGSul,
a média aritmética apresenta o Grêmio com 50 p.c. e o Inter com 40 p.c. Dif 25 por cento.
Se reais fossem os dados do IBOPE, significaria que fora do RGSul o Grêmio não teria um torcedor sequer.
Absurdo total.
Acho que o IBOPE comete seu grande erro no seguinte item.

Ao realizar uma pesquisa nacional, não leva em consideração que no RGSul 90 a 93 porcento torcem para a dupla Grenal, enquanto
no restante do país os que não tem time fica entre 20 a 24 por cento.
Hiltor.
Lá por 1986 IBOPE/PLACAR fizeram uma pesquisa dividindo o RGSul em 9 regiões. O Grêmio aparecia na frente em 8 enquanto a outra apresentava empate técnico. Tenho certeza absoluta que se hoje fosse feita a mesma divisão, o resultado seria o mesmo.
Existe uma pesquisa dizendo que 75porcento dos jovens acompanham ou os pais ou os amigos.
Sendo assim, é muito fácil deduzir que jamais, genericamente, os números mudarão.
Concordo com aquela pesquisa que apurou o não crescimento, no caso torcedores, dos clubes fora do eixo Rio/SP.
Considerando a tua situação de cronista e blogueiro, acho que poderias sugerir aos institutos que, ao publicarem uma pesquisa, também publique a média aritmética.
Tudo na vida é mutável.
Quem sabe o pessoal aceita a sugestão.
Um grande abraço e um Feliz 2017.

Nestor Heinen

Hiltor: Retribuo. Tudo de bom para ti e para todos os teus.