Amigos, sou vítima de um trauma.
Começou na década de 70, quando ouvia os narradores e comentaristas gaúcho, via radinho de pilha, enfurecidos com os assopradores de apito. Estes, sem pudor algum, operavam Grêmio e Inter sem anestesia.
O tempo passou. Veio 2005. Os quero-queros da minha Garibaldi comentam até hoje, escandalizados, o que fizeram com o Inter diante do Corinthians. Era caso para BO. Não vai muito, Yuri Alberto jogou vôlei na área. Os quero-queros presentes ao estádio viram pênalti. O assoprador de apito fez que não viu.
Vendo São Paulo 2 a 1 Grêmio, saltei do sofá quando da marcação de um pênalti em favor dos paulistas. Eis que a TV mostra falta de Arboleda em Jemerson antes do pênalti. O juiz vai ver as imagens. Tive a convicção de anulação por dois motivos óbvios: Luciano forçou um contato e, antes disto, houve falta em Jemerson.
O pênalti foi mantido. Ingenuidade minha achar que ele anularia. A década de 70 não terminou. Não sei o motivo de tamanha má vontade com Inter e Grêmio. Talvez porque estes dois gigantes estejam estabelecidos num estado que despenca do mapa do Brasil.
