Hiltor Mombach

TRIBUNA LIVRE

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Ainda sob os efeitos da champagne servida por Assis Moreira no final de 2010, Paulo Odone e Antônio Vicente Martins ainda não mostraram a que vieram.
As sucessivas trapalhadas do primeiro trimestre começam a pesar, consideravelmente, para que o desempenho do grupo de jogadores não seja sequer próximo ao desempenho do campeonato Brasileiro do ano passado, sem realizar nenhuma grande partida nesta temporada.
É sabido por todos que a permanência de Renato Portaluppi foi um golpe indigesto para a nova direção. A solicitação da torcida para a permanência do treinador foi mais forte que os planos iniciais traçados pelo departamento de futebol.
É necessário lembrar que Renato foi indicado por Fábio Koff. Um ponto extremamente desfavorável para o técnico gremista na ótica da diretoria atual.
Por outro lado, Vicente Martins parece deslocado no departamento de futebol, embora experiente na função. Foi visível o constrangimento de todos, quando na conquista do primeiro turno do campeonato gaúcho, após o seu discurso, no centro do gramado, nenhum jogador aplaudiu. Há pouco tempo, Odone declarou que iria descer no vestiário, deixando clara a necessidade de auxiliar e amparar o futebol do clube.
Aos poucos Renato vai sendo “bombardeado” perante o torcedor para que o objetivo da troca seja facilitado e os planos iniciais possam ser colocados em prática. Ontem, no jogo contra o Ypiranga, mais uma demonstração. Quem vaiou Renato? Foram os torcedores “profissionais” ou os verdadeiros torcedores gremistas?
Mas o que realmente o Grêmio precisa é que Vicente Martins efetivamente entre “em campo”, que o Conselho de Administração participe ativamente e que todos deixem de lado seus interesses pessoais em prol do clube, pois ainda há tempo de colocarmos o “trem no trilho” novamente.
O deputado Odone precisa comparecer a campo, algo que faz eventualmente, ou quando é conveniente aparecer. No jogo decisivo contra o Ypiranga em Erechim, Odone, novamente, não compareceu. Objetivamente, Odone continua misturando política partidária com os interesses do Grêmio. .
Mas para o torcedor gremista a taça Libertadores da América é o título mais importante do primeiro semestre, o título mais importante desde 1995. Uma competição que reflete a alma do torcedor gremista, a competição que poderia ser o símbolo para a retomada dos períodos de grandes conquistas.
O Grêmio precisa de todos para atingir o tri campeonato da América e a união em torno de Renato e do grupo de jogadores é fundamental para que este objetivo possa ser alcançado.
O Grêmio é mais importante do que interesses pessoais.

Fábio Mundstock
Sócio