Caro Hiltor.
Parabéns pelo texto “TSUNAMI”.
Colocaste muito bem a questão dos “ídolos treinadores”, referindo Renato e Falcão, e suas juras de amor ao Grêmio e ao Inter, POR MUITO DINHEIRO.
São ídolos, não há dúvida, MUITO RICOS (bom para eles), graças aos seus talentos como jogadores, também graças aos clubes, pois trabalharam, jogando, e como contrapartida, foram regiamente pagos. Daí, em certo sentido, ninguém deve nada a ninguém – não fizeram mais do que suas obrigações.
Agora, ser ídolo por jogador significa, necessariamente, ser bom treinador, ou ter que ser aturado como treinador, se não demonstrados pendores para tal ?
Penso que não, pois, insistir numa escolha equivocada, diz o adágio – é burrice !
Respeito o Falcão pelo que jogou, mas desde que assumiu o Inter, desta vez, demonstrou à simples críticas, ser avesso a elas, julgando-se ‘todo poderoso’, acima do bem e do mal, tanto que só depois de vários ataques a alguma parte da Imprensa, passou a pensar um pouco.Aliás, até parecia muitos políticos corruptos que alegam seus ‘passados’, suas histórias, suas biografias.
Seu passado, como jogador, foi brilhante, encerrou sua carreira no São Paulo, para onde veio por muito dinheiro, apesar de já muito rico. Se amava tanto o Inter, por que não abriu mão de um pouco de dinheiro e não veio para cá para encerrá-la ?
Se queixa, agora, quando demitido, lançando farpas, no velho ‘jogo de cena’, imitando o ‘chorão’ Renato. Mas, e quando ele pediu demissão, e abandonou o Inter, em 1993, para ir para o Japão e ganhar muitos, mas muitos ienes ?
Enfim, se ter sido ídolo, por jogador brilhante, significasse ser técnico, Pelé, por ter sido o mais brilhante de todos, ao menos deveria ter sido convidado para treinar a Seleção Brasileira - não me lembro de que tenha sido, mesmo que não quisesse.
Um abraço e, novamente, parabéns pela isenta, lúcida, desapaixonada e descomprometida matéria, como sempre.
LUIZ MIRANDA
