Um absurdo
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Um absurdo

"Não sou advogado, mas me permito achar esta decisão, favorável aos atletas um absurdo"

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Por Luiz Henrique Nuñez*

Prezado Hiltor, primeiramente espero que esteja tudo bem com você e sua família em meio a este momento difícil que passamos e que em breve, se Deus quiser,  passará.

Continuo com o hábito diário de ler sua coluna e hoje gostaria de comentar sobre as Ações na Justiça, que deram ganho de causa a dois jogadores por jogarem à noite e aos domingos.

Não sou advogado, mas me permito achar esta decisão, favorável aos atletas um absurdo. Jogadores, muitas vezes chamados de artistas exercem uma profissão cuja a essência é se apresentarem à noite ou aos domingos.
E muitos ganham muito bem para isto.
Você consegue imaginar jogos em horário comercial de segunda à sexta somente?
Haveria desvalorização de cotas de TV, associações, renda dos jogos e consequentemente, dos salários dos jogadores e demais profissionais.


Uma vez que a Justiça entendeu serem justos os pedidos destes dois jogadores, o que poderá gerar ganhos aos demais, acho que podemos resolver de outra forma.

Repito, não sou advogado, é presumível que no caso específico destes atletas, haja uma razão técnica que justifique tal decisão favorável à eles.

Daqui para frente, ao negociar o salário de um jogador, devemos levar em conta os adicionais por jogos à noite e aos domingos. Exemplo: imagine um jogador que queira ganhar R$ 500.000,00 mensais. Você negocia um valor menor, vamos supor,  R$ 250.000,00 e diz que pagará toda vez que este jogador entrar em campo um adicional.
Se este atleta jogar todas as partidas, ganhará os R$ 500.000,00 pretendidos.
Caso esteja fora de forma, em má fase, ou até mesmo lesionado, não podendo, ou não merecendo ser escalado pelo treinador não receberá.
Acho que alguns jogadores terão mais cuidado com a carreira, terão mais motivação para treinar, enfim, estarão sempre bem preparados, e com isto, prontos para jogarem mais partidas.
Claro que me refiro a minoria, hoje a maioria é de profissionais responsáveis.
Porém, devemos lembrar que em um plantel de 30 atletas, apenas 11 jogam e alguns nem no banco ficam.


Assim estaremos atendendo a Lei, teremos jogadores mais preparados e cuidadosos e faremos até economia.
O certo é que os clubes não poderão pagar os R$ 500.000,00 mais os adicionais toda vez que o jogador entrar em campo.
Se esta proposta não for bem aceita por estes, que assinem um documento garantindo que abrem mão destes adicionais e que concordam que os mesmos já estejam inclusos em seus salários.


 Luiz Henrique Nuñez* já atuou na área de marketing do Inter