Hiltor Mombach

Um Brasileiro sem a segunda prateleira

É antiga a minha fascinação pela fórmula do Brasileiro assim como minha preferência pelo mata-mata.

Palmeiras na primeira prateleira
Palmeiras na primeira prateleira Foto : Cesar Greco / Palmeiras / Divulgação CP

Obsessivo confesso retomo uma frase de Nelson Rodrigues: “O patético de nossa época é que o passado se insinua no presente e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente”.
É antiga a minha fascinação pela fórmula do Brasileiro assim como minha preferência pelo mata-mata.
Passando os olhos pela tabela de classificação percebi que não há mais a segunda prateleira. A segunda prateleira englobava os times que estavam um degrau abaixo da primeira prateleira com chance, mesmo remota, de brigar pelo título de campeão.
Essa foi pulverizada.
Não há um Botafogo como o de 2024 nem um Galo como o de 2021. Palmeiras e Flamengo estão no topo tão solitários que não enxergam um concorrente sequer.
E assim o Brasileiro vai se arrastar até dezembro.
O Cruzeiro era apontado como possível desafiante de Palmeiras e Flamengo. Na 17ª rodada, restando duas para o final do primeiro turno, o time mineiro está 15 pontos atrás do Palmeiras. São cinco oceanos de diferença. Palmeiras que domingo vai encarar o lanterna, a Chapecoense.

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