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Será lançado no dia 13, no Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS o livro “Pierre de Coubertin (1863-1937): Olimpismo: Seleção de Textos”. A versão eletrônica gratuita está nem http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/Ebooks/Pdf/978-85-397-0736-2.pdf. O livro tem como editores Norberto Müller e Nelson Todt. A tradução é de Luiz Carlos Bombassaro. Troquei e-mail com Todt quando dos Jogos de Londres. Na época eu fazia uma pesquisa sobre todos os atletas gaúchos que haviam participado dos Jogos. Publiquei tal pesquisa no Correio. “Pierre de Coubertin (1863-1937): Olimpismo: Seleção de Textos” é obrigatório para quem gosta ou quer conhecer a história dos Jogos. Publico trechos desta obra que deve ser saudada. O prefácio é de Joaquim Clotet, reitor da PUCRS. Lembrando que em 2016 teremos os Jogos do Rio. “Embora a primeira proposta para a implantação dos Jogos Olímpicos tenha esbarrado na incompreensão dos ouvintes, Coubertin não abandonou a ideia. Mas a opinião pública deveria estar melhor preparada antes de uma nova tentativa. A oportunidade apareceu num congresso internacional que havia sido programado pela “Union des Sociétés Françaises des Sports Athlétiques” (U.S.F.S.A.), fundada por Coubertin em 1887 para conseguir unificar as medidas amadorísticas nas associações internacionais e nacionais, por meio das quais se deveria facilitar as relações desportivas internacionais. O programa desse congresso foi elaborado por Coubertin como secretário geral da U.S.F.S.A., de modo que as questões desportivas ficaram em primeiro plano e a pergunta de maior importância para ele, o restabelecimento dos Jogos Olímpicos, em segundo plano. Ele somente revelou os verdadeiros objetivos ao definir o programa e deu ao congresso um novo nome: “Congrés International de Paris pour le rétablissement des Jeux Olympiques”. Durante as reuniões preparatórias no final de 1893 em Nova Iorque e no início de 1894 em Londres, Coubertin já havia iniciado uma campanha entre os dirigentes desportivos. Em 1894 ainda havia muitos céticos em relação aos seus planos, mas mesmo assim 78 delegados de 37 federações desportivas de nove países votaram pela implantação dos Jogos Olímpicos, aprovaram as regras para sua celebração e confirmaram a lista de membros do Comitê Internacional de Jogos Olímpicos apresentada por Coubertin. A Grécia não queria perder a oportunidade de ser a organizadora dos novos Jogos Olímpicos. Por isso, os delegados decidiram realizar os Jogos Olímpicos em 1896 em Atenas e em Paris no ano de 1900, coincidindo com a Exposição Universal. O delegado grego Dimitrios Bikelas, um filólogo clássico que residia em Paris, assumiu regimentalmente o cargo de diretor do recém eleito comitê internacional representando o país anfitrião, enquanto Coubertin, como secretário geral, levava adiante seus planos com tenacidade e profusão de ideias. Isto também era necessário, já que na Grécia, por motivos econômicos, havia uma forte oposição contra o projeto. Mesmo assim, a iniciativa deu certo e os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna de 1896 em Atenas tiveram um grande êxito, o que levou inclusive a Grécia a exigir a realização permanente dos Jogos Olímpicos em seu território, já que os via como sua propriedade histórica. Tão logo a Grécia se deu conta do trabalho de Coubertin, o orgulho grego não aceitava que um francês fosse o autor deste grandioso acontecimento. Na realidade, a Grécia tornara a encontrar a si mesma nos Jogos Olímpicos desde sua independência em 1829 e pode assim apresentar-se ante os olhos do mundo. Mas para Coubertin não se poderia renunciar ao princípio básico da mudança de lugar para a celebração dos Jogos, ratificada pelos membros do COI reunidos em Atenas. Vários textos do presente volume reproduzem essa disputa. Dessa forma, havia-se alcançado a primeira etapa do renascimento dos Jogos Olímpicos. Os Jogos Olímpicos seguintes deveriam acontecer em 1900 em Paris. Para Coubertin e para os membros do COI colocava-se agora a questão de como comportar-se enquanto isso.”