Olhando este Inter lembrei de uma crônica de Nelson Rodrigues:
“O patético de nossa época é que o passado se insinua no presente e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente.”
Vai tempo, escrevi texto que levou o de título "Damião é da fábrica de atacantes do Inter."
Segue:
"Mano teme não poder contar com Pato, com uma entorse no tornozelo, e Nilmar, com um problema muscular.
Pato é cria do Inter. Em 2007, rendeu aos cofres 20 milhões de dólares, na época cerca de R$ 40 milhões. Nilmar é outra cria colorada.
Nas duas passagens pelo Inter deixou limpos, já descontado o dinheiro do investidor, mais de R$ 30 milhões.
O repatriado Sobis é outro made in Beira-Rio. Rendeu mais de R$ 8 milhões.
Luiz Adriano, atacante valorizado na Europa, rendeu mais de R$ 6 milhões em 2007.
Quanto renderá Damião?
Muito, certamente.
O Inter ficará com 70% da grana. Walter rendeu R$ 8 milhões para o clube no ano passado.”
Um leitor lembrou de mais um: Taison, que rendeu R$ 12 milhões.
Sete atacantes formados em quatro anos.
Em valores atuais, Pato renderia R$ 112 milhões.
Taison foi vendido ao Metalist, da Ucrânia, por US$ 8 milhões, hoje R$ 45 milhões.
Somando todas as transações, Nilmar rendeu 27 milhões de euros ao Inter, hoje cerca de R$ 160 milhões.
A fábrica de formar jogadores do Inter já foi famosa.
Um Inter que já foi fábrica de dinheiro
Olhando este Inter lembrei de uma crônica de Nelson Rodrigues: “O patético de nossa época é que o passado se insinua no presente e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente.”
