VÍTIMA DA TEIMOSIA
Fossati foi vítima da sua intransigência. Cabeçudo, morreu abraçado ao funesto sistema chama-derrota. Aos 18min do segundo tempo do jogo de quinta-feira contra o Vasco, Fossati deu a prova definitiva da sua oceânica teimosia. Aos 18min Fabiano Eller foi expulso. Mesmo com a expulsão, o time teve mantida sua estrutura defensiva, com dois laterais (Nei e Kléber), dois zagueiros (Bolívar e Sorondo) e dois volantes (Sandro e Guinãzu). O que fez Fossati? Com 10 em campo, sacou Walter e mandou entrar Juan, recompondo um 3-5-1. Ali, chamou o Vasco para sua área. Deu no que deu. Poderia ter sacado Walter, desde que promovesse a entrada de Giuliano, mantendo o poder ofensivo. Mas não. Agarrou-se a um esquema vesgo, medroso, tacanho.
Fossati deveria ter sido demitido antes. Quando mandou o time no 3-6-1 contra o Estudiantes, na Argentina, cometeu um crime de lesa-Inter. Foi salvo por um gol de Giuliano aos 43min finais. O equívoco, grosseiro, quase custou a eliminação da Libertadores. O equívoco, grosseiro, não serviu de lição. Fossati seguiu abraçadinho ao chama-derrota por pura birra, querendo provar a este colunista e a todos que condenam um esquema estrábico que ele estava com a razão.
Aos 18min do segundo tempo do jogo contra o Vasco Fossati assinou a sua carta de demissão. Ali o Inter vencia por 2 a 1. A partir daí foi vergado por um Vasco da Gama modestíssimo.
O começo do fim, o início da queda, você leu primeiro no meu blogue (www.correiodopovo.com.br) e no Correio do Povo. Foi quando eu postei, ainda durante a madrugada, que Fossati não estava mais 100% treinador do Inter. Dei até um percentual, seguindo informação de um dirigente: estava 70%. Estava sinalizada a queda. Agora é torcer para que o Inter não cometa loucura na contratação do novo treinador.
