Vai começar o Brasileirão
capa

Vai começar o Brasileirão

publicidade

Carlos Corrêa / Interino

Não, você não leu errado. Neste sábado, começa o Campeonato Brasileiro e a Dupla Gre-Nal estará em campo. O destaque talvez não seja o mesmo porque estamos falando do Brasileirão feminino e no Brasil, o futebol feminino ainda não é visto com o devido destaque (inclusive por parte da mídia, fica aqui a autocrítica). O Grêmio entra em campo primeiro. Joga às 17h deste sábado contra o Minas Icesp (DF), no Passo D’Areia. Já o Inter recebe o São José (SP), no Estádio do Vale, no domingo, às 15h. Para saber um pouco mais sobre como vem a Dupla para a competição, conversei com a coordenadora técnica do Inter, Duda Luizelli, e com o coordenador geral de futebol feminino do Tricolor, Álvaro Prange.


OBJETIVOS VIÁVEIS
Duda: “Primeiro, classificar entre os oito. Depois, entre os quatro. Depois, entre os dois e aí ganhar. O Inter entra sempre para vencer, nunca para ficar em segundo”.
Prange: “Temos como objetivo ficar entre os oito para ir aos play-offs. Este ano é um ano de consolidação para o Grêmio. Estamos ampliando estruturas, entendendo mais o mundo do futebol feminino, consolidando processos”.


FAVORITOS
Duda: “Os clubes que investiram muito, que foram Corinthians, Santos e São Paulo trouxeram muitos reforços. Mas futebol é futebol. E o Inter vem mais forte que o ano passado”.
Prange: “Os favoritos são Corinthians, Santos, Ferroviária, aqueles que têm mais tradição no feminino e estão mais consolidados”.


PRINCIPAIS REFORÇOS
Duda: “Trouxemos a Byanca Brasil, centroavante que veio da China. Trouxemos a (meia) Djeni, a (volante) Ju Ferreira, que veio do Flamengo. E a goleira Kemelli. Além disso, mantivemos a (atacante) Fabi Simões e a (zagueira) Bruna Benites, que têm chances de ir para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020”.
Prange: “Contratamos bastante, o grupo mudou bastante. Saíram 14 jogadoras e buscamos 10, 12, para todos os setores. Entendemos que o time é compatível com a competição, dentro do orçamento que o clube propôs. É um time bastante competitivo”.


CRESCIMENTO DO FUTEBOL FEMININO NO PAÍS
Duda: “O mais importante não é a gente falar. Hoje, a imprensa fala muito de futebol feminino depois do jogo. A gente precisa que se tenha uma espaço fixo, que se fale também antes da partida, falar quando vai ser o jogo. Porque isso é necessário  para que se tenha público e, consequentemente, patrocinadores. Antes, pessoal  reclamava muito que não tinha clubes grandes no feminino aqui. Agora tem. Hoje tem Inter e Grêmio. Têm patrocínios, mas a gente quer mais. Ainda falta um acompanhamento durante todo o campeonato. Quando isso acontecer, todo mundo vai ganhar”.
Prange: “Acho que houve um crescimento principalmente na  mídia. A Copa do Mundo na França, no ano passado, foi um marco. As próprias leis que a CBF, a Fifa, a Conmebol fizeram,  forçando no bom sentido a  ter times femininos, possibilitou uma  amostragem maior, e aí hoje se tira melhores valores. O sistema todo cresceu muito nos últimos dois ou três anos”.