Não sei quem disse pela primeira vez que um time tem que ter espinha dorsal.
Alcancei a geração que atribuia a tal da espinha dorsal o sucesso de um time.
Na minha infância e começo da juventude jogava como goleiro.
Com o dono da bola poderia escolher qualquer posição.
Os goleiros povoavam meus sonhos.
Inspirado em Lev Yashin, o Aranha Negra, só vestia preto.
Depois, o ídolo passou a ser Manga.
A diferença entre Manga e todos os demais é que os demais foram transformados em goleiros e Manga nasceu goleiro.
Manga chegou ao Inter em 1974, aos 37 anos, vindo do Nacional de Montevidéu.
Ia para o Corinthians, mas foi pirateado na escala do avião em Porto Alegre por Eraldo Herrmann.
Vendo Rochet cobrar o pênalti que garantiu o Inter nas quartas de final da Libertadores lembrei de Manga.
Rochet não tem o rosto marcado pela varíola nem dedos tortos.
Assim como Manga, estava no Nacional.
Lembrei de Manga porque Manga era o começo da espinha dorsal de um timaço, seu sustentáculo.
O Inter está longe de ser um timaço.
Mas agora tem alicerce.
Vendo Rochet, lembrei de Manga
Lembrei de Manga porque Manga era o começo da espinha dorsal de um timaço, seu sustentáculo. O Inter está longe de ser um timaço. Mas agora tem alicerce.
