Hiltor Mombach

“Vergonha e indignação”. Leia a manifestação de ex-integrantes do O Povo do Clube

“Estamos atentos às ações desta decepcionante, perdedora e triste gestão, bem como na atuação do Conselho Deliberativo...’

"VERGONHA E INDIGNAÇÃO
Na condição de ex-integrantes do “O Povo do Clube”, movimento que ajudamos a construir e participamos ativamente durante o período de 2012 a 2020, achamos importante nos posicionarmos publicamente em relação a atuação do movimento, passado um ano e meio de participação na gestão de Alessandro Barcelos.
Ao contrário da rápida participação do Povo do Clube na gestão de 2017, onde em menos de um ano, sem representantes no conselho de gestão ou em vice-presidências, conseguimos cumprir as principais metas propostas (aprovação e implementação da modalidade Academia do Povo; setor sem cadeiras; reerguimento do futebol feminino; ações inclusivas na Ouvidoria; revitalização do Parque Gigante), a atuação do movimento na atual gestão Barcelos desde o início de 2024 nos envergonha e nos entristece.
Nada do que se defendia em palavras foi implementado na prática, mesmo o movimento possuindo integrantes no conselho de gestão, em vice-presidências e em diretorias. O apoio a reeleição de Alessandro Barcelos serviu apenas para alavancar nomes a cargos que se submetem ao “mais do mesmo”, a “zona de conforto” e a conivência com uma gestão fracassada em TODAS as áreas.
Em outros tempos, O Povo do Clube teria se retirado de qualquer gestão que não implementasse ao menos parte dos projetos defendidos pelo movimento, entre os principais podemos citar:
- Investimento forte e atenção total às categorias de base.
- Início da construção do novo Centro de Treinamento para a base.
- Aumento da taxa de ocupação do Beira-Rio através da categorização de jogos.
- Divulgação e valorização da modalidade de sócio Academia do Povo.
- Retomada da antiga social através de negociação de dívida da Brio.
- Criação da Central de Fiscalização, aumentando a transparência no clube.
- Austeridade financeira.
- Reabertura de associações no Parque Gigante.
- Valorização do futebol feminino.
O que vemos nesta lamentável gestão de já longos 5 anos, apoiada e mantida pelo Povo do Clube, são ações e omissões totalmente contrárias ao anteriormente defendido pelo movimento:
- Base sucateada, sem investimento, rebaixada à segunda divisão.
- Continuamos sem CT próprio e moderno para a nossa base, apesar de termos o terreno à disposição e regularizado em Guaíba.
- Taxa de ocupação pífia do Beira-Rio, com ingressos caros para não sócios em jogos de pouco apelo, inclusive com o absurdo preço de 220 reais na zona livre.
- Modalidade Academia do Povo segue escondida dentro do clube, sem divulgação alguma.
- A área da Brio, na antiga social, permanece fria e vazia, jamais será o coração do gigante, apesar de ser assim vergonhosamente denominada.

- Não há transparência nos atos de gestão, vide o contrato de reforma do Gigantinho, que sequer foi apresentado ao Conselho Deliberativo.
- A dívida do Clube só aumenta, batendo na casa do 1 bilhão de reais.
- O Parque Gigante continua subutilizado e sem novas associações.
- O futebol feminino está na sua pior fase, sofrendo goleadas em grenais e disputando campeonatos para não cair de divisão.

Como colorados preocupados com o nosso Internacional, mesmo atualmente estando fora do cenário político do clube, estamos atentos às ações desta decepcionante, perdedora e triste gestão, bem como na atuação do Conselho Deliberativo, nos desdobramentos que ditarão o futuro do Sport Club Internacional neste e no próximo ano.
Ass:
Cristiano Pilla
Cesar Schunemann
Alessandro Ribeiro
Marcelo Cougo
Najla Diniz
Rodrigo Navarro Lins de Aguiar
Felipe Chagas
Guilherme Correa Pinto
Paulo Carvalho