Em tarde desastrosa, a Câmara de Vereadores votou ontem a denominação das ruas do entorno do Beira-Rio. A atitude contrariou, assim, o encaminhamento do Conselho Deliberativo do Internacional que definia a participação do sócio no processo de escolha. Foi, portanto, um golpe na democracia colorada.
A sessão interna do Conselho que decidiu revisar a sugestão oferecida pela gestão ocorreu há apenas 15 dias. Inclusive, naquela oportunidade, contou com a presença do presidente em exercício do clube, Luiz Henrique Nuñez, que, em manifestação rápida, avalizou a consulta associativa. Em decorrência disto, um ofício firmado pelo presidente Vitório Píffero foi enviado à Câmara de Vereadores de POA solicitando a retirada do regime de urgência do tema, enquanto, em paralelo, formou-se, no Conselho Deliberativo, um grupo de trabalho para se dedicar à materialização deste processo. O fim deste conjunto de ações era consolidar a participação do associado na vida política do clube e, além disto, garantir a participação da comunidade na decisão de um assunto público de extrema relevância para o patrimônio simbólico da cidade, mas especialmente do Internacional.
Nomes de colorados históricos como Henrique Poppe Leão (um dos fundadores), Escurinho, Carlitos, Rua Estádios dos Eucalitpos, Rua Clube do Povo, foram alguns nomes mencionados que poderiam batizar a nova rua, que acabou aprovada como Nestor Ludwig.
Apesar disto, contrário a todo este entendimento, o vereador Cássio Trogildo, com o apoio de alguns de seus pares, atropelou o novo encaminhamento construído pelo Conselho do Inter e impôs a votação. O que torna o protocolo ainda mais bizarro, não nos ocorre melhor expressão, é que o ver. Cássio Trogildo é também conselheiro do Internacional. Discretíssimo, diga-se a verdade. Seu desrespeito, ou melhor, seu despeito em relação à instituição certamente será alvo de cobrança forte pelo Povo do Clube.
O nosso movimento gostaria de frisar que compreende a comoção pública pela homenagem mais do que justa ao eterno capitão Fernandão. Tínhamos certeza de que nossa torcida homologaria, dentro do novo processo proposto, a sua indicação - possivelmente à rua A, que tem maior importância. Nossa indignação, entretanto, é em relação ao processo de encaminhamento obscuro e autoritário.
Uma prova de que este processo está contaminado é sua repercussão jornalística que dá destaque único e justificado ao tributo ao 9 inesquecível. Porém, a atual rua A, que já é um palco tradicional de confraternização dos colorados, na surdina, pode ser eternizada sob o nome de Nestor Ludwig que, com todo o respeito, não desperta muita comoção na mente e nem na alma da enorme massa de torcedores do Clube do Povo. Não reconhecemos este nome como representativo.
A você, sócio colorado, que gostaria de participar da decisão dos nomes, o Povo do Clube convoca para manifestar-se e pressionar prefeito José Fortunati a vetar a definição da Câmara. Bote a boca no trombone pelo Facebook, pelo Twitter e onde mais for preciso! O Beira-Rio é do povo colorado!