Hiltor Mombach

Vida normal, quando?

O ditado “de médico e louco todo mundo tem um pouco” cabe bem no atual momento

Volto a falar sobre o coronavírus. 
O ditado “de médico e louco todo mundo tem um pouco” cabe bem no atual momento. Confinados por uma pandemia de enlouquecer estamos próximos em nos tornar especialistas em vírus e afins.
No dia em que o presidente Jair Bolsonaro anunciou resultado positivo de teste de Covid-19 recebi de Remi Acordi a recomendação para ler uma entrevista concedida por Luciana Borio para os jornalistas Geraldo Samor e Pedro Arbex do Brazil Journal. 
Para conferir na íntegra basta acessar braziljournal.com.
O que ainda falta saber sobre esse vírus? 
Esta a primeira pergunta. 
Trechos da resposta de Luciana Borio: 
“Não sabemos ainda o que é necessário para gerar uma proteção. Cada vírus tem uma resposta imunológica e a resposta imunológica desse vírus varia muito de pessoa pra pessoa...Temos muitas experiências com vírus transmitidos por fontes respiratórias. Mas a maneira com que esse vírus se expressa nos organismos é  muito variável. Muito diferente de qualquer outro vírus respiratório que conhecemos.
 O número de manifestações — cerebral, cardíaca, renal— varia muito de pessoa para pessoa. É um mistério”. 
Luciana Borio nasceu no Rio e se mudou para os EUA há mais de 30 anos. Fez medicina e atuou como cientista-chefe da Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa americana. Trabalhou no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca. Hoje está na In-Q-Tel, uma empresa de investimento estratégico em tecnologia
Sobre se há risco de não conseguir vacina: “Não temos certeza ainda. A vacina pode até proteger, mas só por 3 meses, 6 meses. E o vírus pode mudar. Mesmo que a gente consiga ter uma vacina de sucesso que proteja, será que ela vai ser igual à da Influenza, que tem que ser dada todo ano, e a sua fórmula vai ter que mudar todo ano?” 

Pergunta dos jornalistas: “Mas você está estimando então que só lá pra setembro do ano que vem a vida volta ao normal?” Resposta de Luciana Borio: “Eu acho que vai ser mais ou menos isso. Mas é um palpite.” Sobre se foi procurada por alguma  autoridade brasileira para perguntar sobre a pandemia, diz que não.