O done está feito Geni. Ele que não pediu para se reeleger. Os conselheiros que o atacam esquecem que perderam a oportunidade de mudar o estatuto, riscando políticos de cargos eletivos. São cúmplices da desgraça que apregoam.
O problema do Grêmio é a falta de uma política de futebol. Ainda na carona da ISL faturou o último título nacional em 2001. Carona que despejou o time na Segundona três anos depois.
O Inter encontrou Sonda, que compra e empresta jogador para o clube. Os dois ganham. O Grêmio já teve parceiros graúdos, que foram forçados a cobrar na Justiça o que lhes era devido. Ou pedalar a dívida em suaves prestações para ver a cor do pila. Alguém me disse que a diferença entre Sonda e os empresários que ameaçam fechar com o Grêmio é que Sonda banca, corre o risco.
O Inter teve Fernando Carvalho para revirar o mercado e descobrir talentos. Transformou-se numa fábrica de fazer dinheiro e conquistar títulos. O Grêmio nem de longe teve uma dupla assim, que agrega dinheiro & conhecimento, na última década. O Inter virou estacionamento de jogadores (a fórmula já virou o fio) enquanto o Grêmio montou uma pizzaria, com rodízio de atletas.
O torcedor torrou a paciência. Cansou da falação insistente e monótona. O que irrita não é Odone. É a mesmice do discurso. O último revolucionário do Grêmio foi Koff. Já se vão 15 anos.
