Roberto Siegmann foi convidado em agosto de 2011 a realizar sua defesa prévia na Comissão de Ética do Inter. Affatato, Mário Sérgio Martins e Celso Chamun sentiram-se atingidos por declarações do então vice de futebol. Siegmann apresentou a defesa, deixando os atos processuais a cargo de Alexandre Chaves Barcellos e Marcelo Feijó de Medeiros. Trecho.
“Sugere o signatário um rápido transcorrer pelos mais recentes episódios que, sem quaisquer providências, desafiam a tolerância de todos os organismos que compõem a instituição.
1) Quem desconhece que há, no âmbito da atual composição do conselho Deliberativo do Internacional, conselheiros que exercem atividade remunerada em favor do clube?
2 Quem desconhece que, no âmbito das prestações de conta, há, desafiando os critérios da razoabilidade, inúmeros gastos suportados pelos chamados cartões corporativos?
3) Quem desconhece o emprego, no clube, de pessoas que compartilham da amizade íntima de dirigentes, sendo esse o único motivador da contratação?
4) Quem desconhece que, em passado recente, um dirigente percebia valores mensais do clube por não pode acumular as suas elevadas funções com a sua atividade profissional?
5) Quem desconhece o conteúdo ocultado no âmbito das discussões geradas pelas obras de forma do Beira-Rio? Bem, como vivemos no melhor dos mundos (no dizer de Voltaire ao ingênuo Cândido), tudo não passa de inverdades ou de verdades obscurecidas pelo compromisso “ético” da mantença da instituição.”
