Hiltor Mombach

Volto a escrever sobre o tropeço do Inter

Volto a escrever sobre o tropeço do Inter para o Santa Fe por 1 a 0.
Para dizer que recebi muitos e-mails questionando porque em nenhum momento referi que Aguirre adotou o esquema rotulado por mim de chama-derrota.
Não escrevi porque Aguirre não adotou o chama-derrota.
O Inter teve problemas ofensivos porque Valdívia fez a cobertura da lateral-esquerda e, como não é o Super-Homem, não teve condições de ajudar Ernando atrás e Sasha e Lisandro López na frente.
E também porque D’Alessandro parecia cansado e mais preocupado em brigar com tudo e todos do que jogar a bola que sabe.
O chama-derrota, amigos, é uma coisa bem diferente.
O esquema consagrado como chama-derrota era aquela com três volantes, um enfiado entre os zagueiros e dois bem recuados, atraindo todo adversário para o seu campo de jogo.
Por favor, este não foi o Inter de ontem.
A pressão sofrida no segundo tempo não se deu por isto.
Cansaço, Valdívia exercendo duas funções, Sasha sem companheiro e D’Alessandro em jornada ruim. Isto explica o segundo tempo do Inter.
Isto e a altitude, o Santa Fe jogando em seu estádio e com apoio da sua torcida.
O caldo era todo ele favorável ao rival.
Aqui, será diferente.