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No sábado escrevi sobre o volante brucutu. Vou dizer o motivo. Não vai muito o ex-capitão do tri, Carlos Alberto Torres, defendeu o fim dos volantes. É preciso entender o contexto. O capitão é contra volantes que não passam do meio-campo. Passou um tempo e ouvi de Fernando Carvalho a seguinte frase: “Não há mais volantes”.
Não progredi com o assunto. Encucado, e com a frase do capitão na cabeça, telefonei outra vez para tirar a limpo a história. Fernando Carvalho queria dizer que os volantes estão rareando, são peças de museu. Os bons, diga-se. Fui ouvir um treinador da geração jovem, Argel. Ele considera os volantes imprescindíveis. De preferência que sejam versáteis. Gosta de jogar com dois, mas escalaria três se todos fossem de qualidade. Ele não me disse o que vou escrever agora, portanto a frase fica por minha conta: o Inter não possui três volantes de qualidade. Para este colunista, Fernando Carvalho e Argel, um time poderia jogar com três Tingas. Motivo: Tinga faz bem a primeira, segunda e terceira funções. Era primoroso jogando na terceira. Não ficou difícil de concluir que se os bons volantes estão rareando que os treinadores voltem a escalar um brucutu na primeira função.