Walter
Essa coluna é um retalho da colheita de versões de pessoas conhecedoras do caso Walter. Traz novidades, opinião e recupera fatos.
Walter é um garoto. Garotos erram. Se aprendem com seus erros, errarão menos quando adultos. A gramática da vida se constrói na prática.
Walter ganha R$ 15 mil. Com descontos em folha, sobrariam R$ 10 mil. Uma versão dá conta de que ele paga o aluguel do seu apartamento em Porto Alegre. No final, restariam líquidos R$ 8 mil. Se é pouco ou muito, não sei. Cada um sabe onde lhe aperta o sapato.
O Inter teria adiantado a Walter um dinheiro para a compra do apartamento para sua mãe no Recife. Dinheiro que estaria sendo descontado. Para mobiliar o imóvel o garoto teria recebido dinheiro do seu empresário, Juan Figger. Especula-se que para isto e para outros compromissos Figger já teria desembolsado R$ 100 mil.
O Inter sempre tratou Walter como jogador de primeira linha. Quando do seu primeiro contrato profissional, recebia o mesmo que Pato.
O Inter vai punir Walter no salário e rebaixando-o para o time B. Exigirá ainda que peça desculpas a Fossati. Deveria ter feito o mesmo com D’Alessandro no episódio Tite. Mas D’Alessandro porta um carteiraço e Walter nem possui uma carteirinha.
Punindo Walter no salário o Inter agravará a situação financeira do garoto. Porém, uma das versões dá conta de que Figger abriu as burras não vai muito, adiantando mais algum para o atacante. Rebaixando-o para o time B, punirá o próprio Inter, carente de atacante. Mas, e há sempre um mas em tudo, o exemplo deve ser dado. O caso D’Alessandro firmou jurisprudência: o carteiraço não livrou-o de treinar em separado.
Fatos, versões, tititis. No frigir dos ovos, só Walter tem a perder se o imbróglio não ficar bem resolvido.
