Não tenho opinião formada sobre tudo e todos. Muitas vezes pratico o achômetro.
Eu tão-somente acho.
Não sou nostálgico nem saudosista.
Apenas observador.
Os jogadores tinham mais apego aos times de futebol onde haviam sido formados.
Isto mudou.
Hoje surpreende a frase cometida por Taison:
“Não tem problema nenhuma jogar a Série B com o Inter, é o clube que eu amo e que me deu tudo o que tenho.”
Normal é a atitude de William.
A gestão passada tentou renovar com o lateral.
Ouviu do seu empresário de que não interessava a renovação.
Como se sabe ele tem vínculo com o Inter até 30 de abril de 2018 e pode assinar um pré-contrato com qualquer clube a partir de outubro e sair de graça no próximo ano.
Ouço que William recebe um bom salário.
Teria aumento.
Poderia renovar incluindo uma cláusula de obrigatoriedade de venda estipulando um valor mínimo.
Poderia sair de bem com a torcida, com o clube e quem sabe com a sua consciência.
Cada um, cada um.
O gesto de Taison reflete gratidão.
O de William sugere desdém com a instituição que o formou.
O dinheiro hipnotiza em todas as línguas, adormece os sentidos, até o do remorso.
De quem tem remorso, obviamente.
