Hiltor Mombach

Zago não se achou e com ele o Inter está perdido

Um dos erros do Internacional em 2016 foi não ter demitido Argel na largada do Brasileiro.
Escrevi na época:
“Quem vê uma vaca em cima de um poste sabe que a vaca está lá.
Como a vaca chegou lá são outros quinhentos.”
O outro erro foi ter substituído Argel por Falcão, que não alavancou o time, mas certamente alavancou bem as suas finanças em 28 dias de trabalho.
A notícia ruim é que o Inter pode ficar de fora do G-8 do ruralito, a nossa caravana da miséria.
A boa é que se isto acontecer Zago estará prestigiadíssimo antes de começar o BB, o Brasileiro B.
Até os quero-queros de Daltro Filho, Garibaldina e arredores andam comentando as zaguices de Zago.
Danilo Fernandes, Cuesta, Uendel, Rodrigo Dourado e D’Alessandro são jogadores acima da média se comparados aos do Interior. Digamos, para efeito de tese, que os demais são do mesmo nível. Com cinco jogadores diferenciados o time não entrou em campo no primeiro tempo em Erechim. Sem Cuesta, antes havia arrumado duas míseras vitórias em oito partidas do ruralito.
A verdade verdadeira e escancarada é uma só: Zago não se achou e com ele o Inter está perdido até aqui.
Com este futebol tico-tico como irá encarar o Corinthians pela Copa do Brasil?