“Eis como, em sua mensagem [ao Congresso Nacional], o presidente alude à mudança da capital do País: ‘Na última mensagem que vos dirigimos não queremos deixar de insistir no assunto da transferência da Capital Federal para o interior do País, reconhecida necessária desde a substituição do regime, a ponto de ser determinada na Constituição. A conveniência da mudança da capital é cada vez mais premente. Numerosas razões financeiras, administrativas, econômicas e políticas se conjugam para impor, sem mais delongas, a localização da sede do governo em meio mais adequado ao exercício desembaraçado de suas funções. O governo nacional deve desenvolver a sua ação num centro do qual possa auscultar o sentimento nacional com exatidão e calma, sem a visão alterada por um local impróprio de observação, sem a reflexão perturbada pelo tumulto de uma grande cidade cosmopolita e onde a segurança material dos representantes dos poderes públicos se ache fora do alcance dos ataques externos e atentados internos. No interior do País, a capital seria um laço de conexão entre as diversas unidades federadas e poderia irradiar para todas as direções vias de transportes, comunicação e outros elementos de progresso da alçada da União. Em emergência de defesa nacional, a atuação do governo seria muito mais segura e eficiente. Não é de somenos consideração financeira, quando se atenta em que, num orçamento depauperado, dezenas de milhares de contos despende a União anualmente no Rio de Janeiro em serviços de natureza local. A economia feita com a passagem desses encargos ao futuro Estado em que se converterá o Distrito Federal seria mais que suficiente para custear as despesas com a construção da nova capital e a sua ligação a todos os Estados, se o Congresso não preferisse alguma das propostas já apresentadas para essa obra. Era esse um dos assuntos que trazíamos em mente para o governo, não nos tendo sido possível dedicar-lhe a atenção necessária devido às circunstâncias que têm absorvido à administração os recursos da Nação’.”
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Agitação trabalhista
“O sr. Devan, secretário da União dos Trabalhadores em Transportes [da Grã-Bretanha], anunciando a declaração da greve geral, disse que o trabalho cessará ao terminar a tarefa de segunda-feira próxima. Acrescenta o sr. Devan que os ferroviários devem arranjar um meio de acharem-se em seus lares antes da manhã de terça-feira. Os operários dos serviços de transportes não continuarão o trabalho terça-feira e os de outros ofícios começarão a greve na noite de segunda.”
“O ‘Comité’ do Congresso das Trade-Unions esteve em conferência com o gabinete. O sr. Baldwin [Stanley Baldwin, primeiro-ministro britânico] irradiou uma mensagem pedindo ao público que se mantivesse calmo, pois todos estão impulsionados pela melhor boa vontade de normalizar a situação.”
“O sr. Lloyd George, falando hoje em Cambridge sobre a crise industrial, declarou que todo o mundo devia apoiar o governo, a fim de auxiliá-lo a manter a ordem e a organizar os serviços mais necessários. Entretanto, criticou severamente o governo por não saber dominar a situação.”
“O sr. Cock, secretário da Federação dos Mineiros, declarou hoje que os mineiros de modo algum aceitariam qualquer redução nos salários, bem como o aumento de horas de trabalho.”
“O jornal ‘Daily Mail’ suspendeu hoje a sua publicação por causa da greve dos tipógrafos, provocada pelo conflito oriundo da recusa, por parte dos redatores, de modificarem os artigos já compostos que atacavam a atitude dos trabalhistas, com o que os tipógrafos não concordavam.”
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Passo Fundo
“No próximo ano de 1927 passará o centenário do povoamento do território que constitui atualmente o município de Passo Fundo. O jornal ‘O Nacional’, que se publica naquela cidade, em homenagem aos pioneiros do progresso de hoje e ‘para fechar com chave de ouro o primeiro século da história de Passo Fundo’, lembra a realização de uma exposição que reúna toda a produção da agricultura, pecuária e indústria no município de Passo Fundo. O referido jornal apela para a Municipalidade e para as classes produtoras e a população em geral, a fim de se interessarem vivamente em comemorar, com brilhantismo, o centenário do povoamento daquele município.”
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O dia 4 de maio na história
- 1886 Bomba atirada contra a polícia durante manifestação pelo Dia do Trabalho, na Praça Haymarket, em Chicago, mata um oficial, iniciando distúrbio em que morrem outros 7 policiais e 4 civis.
- 1904 Começa a construção do Canal do Panamá pelos EUA.
- 1912 A Itália ocupa a ilha otomana de Rodes, no Mediterrâneo.
- 1926 Começa a greve geral na Grã-Bretanha atingindo 1,7 milhão de trabalhadores, a maioria do transporte e indústria pesada.
- 1929 Nasce em Bruxelas a atriz britânica Audrey Hepburn, estrela de clássicos como “Bonequinha de Luxo”.
- 1932 Decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas estabelece a jornada de oito horas diárias no Brasil.
- 1937 Morre no Rio de Janeiro o cantor, compositor e sambista Noel Rosa, ícone da música popular brasileira.
- 1949 Todos os 31 ocupantes do voo entre Lisboa e Turim, incluindo a delegação do Torino F. C., morrem com o choque do avião com a Basílica de Superga, nos arredores de Turim.
- 1955 Morre em Paris o compositor romeno George Enescu.
- 1959 A primeira edição do prêmio Grammy é realizado em Los Angeles e Nova Iorque.
- 1972 A organização ambientalista canadense “Don’t Make a Wave Committee” é rebatizada Greenpeace Foundation.
- 1980 Morre o estadista e revolucionário comunista iugoslavo Josip Broz Tito, presidente da Iugoslávia socialista.
- 1982 Vinte marinheiros são mortos quando o destróier britânico Sheffield é atingido por míssil argentino durante a Guerra das Malvinas.
- 1990 A Letônia declara independência da URSS.
- 1994 Os líderes israelense Yitzhak Rabin e palestino Yasser Arafat assinam acordo de paz garantindo autogoverno a Gaza e Jericó.
- 2020 Morre no Rio o compositor Aldir Blanc, autor de clássicos da MPB.
* A grafia está atualizada para as normas atuais, à exceção dos nomes próprios
