Há um Século no CP

Tiros contra delegado durante repressão à venda de cocaína

Da edição de 26 de setembro de 1926, domingo, n. 228

Proprietário de farmácia que vendia cocaína disparou diversas vezes contra o delegado Miguel Tostes e outros policiais
Proprietário de farmácia que vendia cocaína disparou diversas vezes contra o delegado Miguel Tostes e outros policiais Foto : CP Memória

“Uma campanha que há meses mereceu a atenção da nossa polícia e que por esta foi abandonada, entretanto, no início acaba de ser empreendida com decisão pela Higiene do Estado.

Referimo-nos ao comércio dos tóxicos, a que não se pode qualificar precisamente venda clandestina entre nós, visto como é exercida às escancaras no centro da cidade.

No firme propósito de reprimi-lo, as autoridades a quem incumbe velar pela saúde pública vêm agindo sem esmorecimentos, tendo o diretor da Higiene, dr. Flores Soares, para levar a bom termo a sua iniciativa, solicitado o auxílio da Chefatura de Polícia e do inspetor federal do Porto, dr. Marques Pereira.

Ontem à noite, ficou deliberado que seriam levadas a efeito várias batidas a estabelecimentos em que se sabia ser praticado o criminoso comércio.

Assim, por volta de uma hora da madrugada de hoje, acompanhado do dr. Raul di Primio, médico da Higiene, e do dr. Miguel Tostes, delegado de plantão da Chefatura de Polícia, e dos funcionários daquela repartição Darcy Alves e Henrique Roberval Cunha, o dr. Marques Pereira dirigiu-se ao prédio n. 67 da rua Coronel Genuíno, onde é estabelecido com a ‘Pharmacia Santo Antônio’ o sr. Ubaldino Joaquim Pereira.

Na frente, de acordo com as instruções que recebera, seguiu para a referida farmácia um inspetor da Chefatura, que devia figurar como cocainômano.

Chegando àquele estabelecimento, que se achava ainda aberto, o ‘viciado’ dirigiu-se ao seu proprietário pedindo-lhe um vidrinho do ‘pó da ilusão’.

Como se tivesse recebido o pedido de uma simples cápsula de aspirina ou qualquer outro remédio, Joaquim Pereira apressou-se em atender ao freguês, entregando-lhe o entorpecente.

Na ocasião em que o inspetor de capturas recebia a cocaína, entra no estabelecimento o dr. Miguel Tostes que, agarrando ao braço do inescrupuloso farmacêutico, dá-lhe voz de prisão.

Joaquim Pereira, que se achava então do lado de fora do balcão, deu alguns passos, dizendo: ‘Ah! Estou preso’.

Julgando que o homem fosse pôr o chapéu, o dr. Tostes seguiu-lhe os movimentos, quando o vê sacar do revólver.

Aquela autoridade gritou então: ‘Sou o delegado de polícia’, ao que o farmacêutico respondeu: ‘Delegado de polícia o quê?’ — e apontou-lhe o revólver.

Recuando, o dr. Tostes saltou para fora do estabelecimento e, encostando-se a uma das portas, fez fogo contra Joaquim Pereira.

Esse imediatamente respondeu aos tiros, alcançando a porta central da casa e alvejando o dr. Tostes e o freguês da cocaína, que ocupava a outra porta, do lado de fora.

Travara-se o tiroteio, quando se aproximou o guarda particular Adão Quadros, o qual, ouvindo o farmacêutico gritar ‘São vigaristas, são vigaristas’ e não conhecendo o dr. Tostes, fez também fogo contra essa autoridade e o seu auxiliar.

E, apesar do dr. Tostes desvendar-lhe a sua identidade, o homem continuava a dar crédito a Joaquim Pereira e a fazer disparos visando a autoridade, errando, porém, os alvos. Daí a pouco, a situação agravou-se mais: atraídos pelos estampidos chegaram três policiais do 1º distrito, não conhecendo também o delegado, o que é injustificável, que procuravam prendê-lo. Joaquim Pereira havia então descarregado o revólver.

Apesar das suas afirmações, os policiais continuavam a tomar o dr. Tostes como vigarista. Providencialmente, porém, chegou ao local o sr. Freitas Lima, subintendente do 2º distrito, que conseguiu convencer os policiais de que se tratava do dr. Tostes, delegado de polícia.

Penetrando então na Pharmacia Santo Antônio, aquela autoridade conseguiu efetuar a prisão de Joaquim Pereira, que ainda procurou resistir. Depois de ouvido na Chefatura, foi ele remetido para a Casa de Correção, onde se acha detido.

Foi também efetuada a prisão do guarda Adão Quadros por ter desautorado o dr. Tostes, sendo por ordem das autoridades conduzido para o 2° posto.

Acompanhado dos drs. Marques Pereira e Raul di Primio, que, como dissemos, promoveram a diligência por determinação do diretor da Higiene, aquelas autoridades procederam a uma busca na Pharmacia, sendo encontrados 4 vidros de cocaína.

Presumem eles que Joaquim Pereira tivesse escondido, antes de ser preso, o ‘stock’.

Os dois médicos estavam desarmados, bem como os funcionários que os acompanhavam.

A parede do prédio que fica contíguo à farmácia, onde está estabelecido o ‘Salão Modelo’, apresenta vários buracos produzidos pelas balas.”

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Enchente histórica

É coisa já sabida por experiências de muitos anos que, aproximando-se o dia de S. Miguel, que transcorre a 29 de setembro, chove sempre torrencialmente nesta capital e nos municípios do interior.

Daí serem conhecidas as enchentes desta época [...], trazem sempre em sobressaltos os moradores das zonas mais castigadas pelas inundações.

Este ano, porém, os alagamentos começaram não somente muito antes do dia consagrado ao santo protetor das almas, como também vão excedendo os desastrosos resultados da maior parte dos anos anteriores.

As chuvas de anteontem — As chuvas nesta capital continuaram, torrencialmente, de anteontem para ontem. Eram elas também acompanhadas de fortes relâmpagos e trovoadas.

E tão copiosas foram essas chuvas que conseguiram aumentar extraordinariamente o volume das águas dos arroios que banham a parte leste da cidade, fazendo-os transbordar e inundar todos os terrenos marginais e ruas que lhes ficam próximos.

As chuvas, porém, cessaram depois do meio-dia, tendo sido durante algumas horas a cidade banhada pelos raios solares, enxugando um pouco algumas das ruas que ainda pela manhã estavam inundadas. Não obstante, estas se vão enlameadíssimas.

[...]

O nível das águas — O nível das águas do Guaíba, segundo a escala de referência colocada aos fundos da antiga Doca, manteve-se como no dia anterior.

Assim é que às 7, 11 e 17 horas, acusava ela 1 metro e 87 centímetros acima da cota normal.

Como anteontem, as águas do Guaíba iam com grande velocidade, formando em vários pontos do litoral perigosos redemoinhos.

A curiosidade do público — As zonas alcançadas pela enchente nesta capital apresentavam aspectos que há muitos anos não se conheciam.

Assim, durante o dia muitas pessoas em automóveis se transportaram para este ou aquele ponto da cidade, presas da curiosidade de ver os efeitos das torrenciais chuvas dos últimos dias.

Apesar de ser um espetáculo por muitos títulos interessante, não deixa ele, porém, de ser bastante contristador.

Por toda a parte se viam casas de comércio e de famílias completamente cercadas pelas águas, pontes improvisadas e flutuantes sobre caixões vazios e muitas já abandonadas pelos seus moradores, os quais se viram na contingência de assim proceder por lhes não ser mais possível nelas permanecer.

Pode-se calcular o que tem sofrido toda esta pobre gente que vê as suas casas e objetos de uso danificados.

Os seus jardins, as suas hortas, as suas pequenas criações, tudo foi arrasado pelas águas barrentas que nada respeitam.

Enfim, foi quadro verdadeiramente triste o que ontem apreciamos visitando em automóvel várias zonas flageladas pela inundação.

Felizmente não houve desastre pessoal a lamentar.

No Areal da Baroneza — Começamos a nossa reportagem percorrendo primeiramente toda a rua Pantaleão Telles [atual rua Washington Luís], onde constatamos que as águas estavam mais ou menos a cerca de 50 centímetros abaixo do nível daquela via pública.

Dali nos transportamos à praia de Belas, verificando que duas quadras, próximo ao Orfanato de Santo Antônio do Pão dos Pobres, entre a linha da estrada de ferro e a rua, estavam completamente alagadas.

As águas do Riacho não só invadiram os quintais e os fundos de casas da rua João Alfredo que dão para ele, como também formavam um caudaloso rio superior em volume ao da noite de terça-feira última.

E em alguns pontos as águas estavam apenas a um palmo das pontes que ligam à rua João Alfredo ao Areal da Baroneza.

Continuando a nossa excursão, vimos ainda invadidas pelas águas em consequência do transbordamento do Riacho longos trechos das ruas Baroneza do Gravataí, Barão do Gravataí, Miguel Teixeira, Pesqueiro e Pacífico.

A avenida 13 de maio — A seguir, percorremos a avenida 13 de Maio [atual avenida Getúlio Vargas], verificando que, desde a ponte do Menino Deus até à rua Coronel Bello, as águas formavam um só lençol d'água que cobria os trilhos da linha de bondes da Companhia Força e Luz Porto-Alegrense. As águas invadiram os quintais de diversos palacetes que se encontram nas primeiras quadras da referida avenida, inutilizando os seus belos jardins.

Quanto ao tráfego de automóveis, tinha ele que ser feito bem pelo meio da rua, a fim de evitar que os seus motores fossem atingidos pelas águas. Mais de um desses veículos, saindo deste rumo, teve de parar, sendo retirado do local com o auxílio de outros veículos.

Na Ilhota — Os fundos da praça Garibaldi, a ‘Ilhota’, a rua Arlindo e outras ruas transversais estavam ontem à tarde novamente alagadas em grandes extensões, vendo-se a cada momento carroças da Limpeza Pública empregadas no serviço de salvamento de famílias ameaçadas pelas águas. Quando ali estivemos, eram muitos os curiosos que, em automóveis e a pé, se encontravam apreciando os efeitos do transbordamento do Riacho, havendo ruas em que a água subira a mais de um metro sobre o seu nível.

Na ponte da Azenha — O quarteirão situado entre as ruas da Azenha e Santana estava ontem novamente tomado pelas águas, estando estas mais altas do que na terça-feira última. Atingiam elas a mais de um metro do soalho das pequenas casas de madeira ali existentes. Na ponte da Azenha, a enchente chegava a cobrir os terrenos ao fundo do forno do lixo, atingindo os canos da hidráulica que por ali passam.

E nas mesmas condições se encontravam, apresentando aspecto desolador, as ruas Primavera, Laurindo e D. Thereza, vendo-se a cada momento moradores abandonarem as suas casas para procurar pontos mais seguros.

Ruas abandonadas pela municipalidade — Na excursão que fizemos pelas ruas alagadas do arraial da Baroneza, Santana e adjacências, constatamos o quanto estão elas abandonadas. Por toda a parte ouvimos as mais justas queixas, pois tudo lhes falta.

Com as últimas chuvas, a rua Santana, uma das mais antigas da capital, ficou transformada num verdadeiro lamaçal, a ponto dos veículos não poderem trafegar em grande parte da sua extensão, que vai da rua Venâncio Aires à estrada do Mato Grosso [atual avenida Bento Gonçalves]. Abandonadas como se acham as vias públicas agora atingidas pelas águas, cheias de buracos e atoleiros, tornam-se urgentes reparos por parte da Intendência Municipal, que deve mandar os seus fiscais constatarem ‘de visu’ o seu estado e como procedem, portanto, as queixas de centenas de moradores daquela parte da cidade.

A impressionante situação de S. João e dos Navegantes — Do 2º distrito, que deixamos debaixo de contristadora impressão, transportamo-nos então em automóvel para os arrabaldes de S. João e dos Navegantes.

Ali a enchente oferecia aspectos ainda mais dolorosos do que os das zonas que acabávamos de visitar. Nunca imaginamos que tantas ruas e tão longos trechos dos dois mais populosos bairros da capital estivessem tão alagadas.

Em parte esse fato se deve, sem dúvida, ao transbordamento dos rios Gravataí e Guaíba, mas por outro lado essa situação é oriunda da falta de drenagem em muitas ruas, por que se pudessem dar escoamento às águas pluviais, evitando assim que estas ficassem sem saída, alagando os pontos menos elevados, com sérios prejuízos materiais e mesmo para a saúde pública.

Com as chuvas caídas entre a noite de anteontem para ontem, as ruas Moura Azevedo e Quintino Bandeira e as avenidas Eduardo [atual avenida Presidente Franklin Roosevelt] e Minas Gerais ficaram alagadas pelos motivos já conhecidos e dos quais nos ocupamos em edições anteriores.

Formando extensos lençóis d'água, vimos quadras e quadras das avenidas Ceará, Pátria, Minas Gerais, União, Pernambuco, Brasil, Pará, França, Sertório e outras, cujos moradores estão sofrendo com isso grandes incômodos e prejuízos sem conta.

Desde anteontem que as águas começaram a invadir as casas dos quarteirões daquelas vias públicas, sendo que ontem em muitas delas encontramos navegando livremente caíques construídos de um momento para outro pelos moradores das ruas inundadas a fim de poderem sair e voltar para as suas residências.

A rua S. José e a avenida Ceará estavam completamente tomadas pelas águas em muitas e muitas quadras.

Assim, somente em carroças é possível alcançar a estação de Gravataí e o edifício destinado a seção veterinária da Brigada Militar. Esses pontos estavam também completamente alagados, sendo que na rua S. José encontramos um grupo de seis canoas carregadas de passageiros e navegando tão facilmente como se estivessem em pleno Guaíba ou em outro qualquer rio.

As águas daquela via pública tinham se encontrado com as do Guaíba, motivo por que várias pessoas chegavam com os seus barcos até aos armazéns ali existentes a fim de comprar o que precisavam.

Torna-se mesmo impossível descrever o aspecto que apresentavam outros pontos dos arrabaldes de S. João e dos Navegantes, há muito tempo abandonados completamente pelos poderes municipais, não obstante neles se acharem instalados os nossos principais estabelecimentos fabris e contarem com uma população avaliada em mais de 40.000 habitantes.

O último trecho alagado que visitamos foi a praça dos Navegantes, estando coberta pelas águas parte da fábrica de tecidos ‘Guahyba’, que funciona nos fundos daquele logradouro público.

Na várzea do Gravataí — A várzea do Gravataí continuava ainda ontem transformada em um extensíssimo lago. As casas dos operários da Viação Férrea, situadas nas proximidades da estação daquele nome, estavam alagadas, só podendo ser atingidas em canoas ou caíques.

Transbordando o rio Gravataí, as águas deste cobriram grande extensão da estrada de rodagem que vai para a povoação de Canoas, que por isso só podia ser alcançada por meio do trem.

Os trens da Viação Férrea, entre a estação do Gravataí e a ponte do mesmo nome, trafegavam com a marcha reduzida, porque as margens do leito da estrada estavam cercadas pelas águas.

Galinhas, porcos e outros animais, que não puderam ser retirados a tempo, pereceram ali afogados. Os verdureiros e leiteiros residentes ao longo da estrada de Canoas também não puderam vir ontem ao centro da cidade a fim de fazer a entrega e venda dos seus produtos.

Como é natural, o sobressalto dos moradores de todas as zonas flageladas é grande, pois, com as últimas chuvas, teme-se que as águas cresçam ainda mais, tomando proporções assustadoras.

Vários dos estabelecimentos que ficam à margem do Guaíba, na rua Voluntários da Pátria, estavam ontem a pique de ser invadidos pelas águas, que também cercavam as garagens dos clubes de Regatas Almirante Barroso e do Grêmio Náutico União.

Nas ilhas fronteiras — As enchentes têm também alarmado os moradores das ilhas fronteiras, tendo já causado sérios prejuízos, visto que os seus habitantes perderam muitas aves e outros animais. Alguns deles, ontem, continuaram a abandonar suas residências, transportando-se para esta capital ou para pontos mais altos daquela ilha.

O gado foi também transportado para pontos mais seguros.

[...]

“Tem chovido muito em todo o município [de Lajeado]. Está baixando a água do Taquari, que nos últimos dias tinha saído do leito. Têm chegado com bastante atraso os vapores expressos da Companhia Arnt.”

“Continua chovendo torrencialmente aqui [Novo Hamburgo], tendo transbordado os arroios que banham esta localidade. Devido à enchente do rio dos Sinos, o trânsito para S. Leopoldo está impedido. Por este motivo não puderam seguir para aquela cidade cerca de 40 novos eleitores que requereram qualificação por intermédio da Liga Pró-Vilamento desta localidade.”

“Choveu torrencialmente aqui [Lagoa Vermelha] durante cinco dias, enchendo os rios. Há anos não se notavam enchentes tão grandes, reinando frio intenso.”

“Caiu [em Palmeira das Missões] hoje violenta carga d'água acompanhada de vendaval e fortes descargas elétricas.”

“Grande enchente do rio Taquari pôs em sobressalto a população desta vila [Encantado], que, apesar de estar distante um quilômetro do referido rio, teve suas habitações ameaçadas pela invasão das águas, que atingiram mesmo a diversas. Todas as comunicações telegráficas ficaram interrompidas, tendo as suas linhas ficado debaixo d'água.”

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O dia 26 de setembro na história

  • 1687 O Parthenon de Atenas, usado como depósito de pólvora pela guarnição otomana, é parcialmente destruído após ser bombardeado pelas forças venezianas durante a Sexta Guerra Otomano-Veneziana.
  • 1849 Nasce em Ryazan o neurologista e fisiologista russo Ivan Pavlov, famoso pela descoberta do condicionamento a partir de suas pesquisas com cachorros.
  • 1888 Nasce no Missouri o poeta e dramaturgo britânico-americano T.S. Eliot.
  • 1889 Nasce em Messkirch o filósofo alemão Martin Heidegger.
  • 1905 Albert Einstein publica seu terceiro artigo da série Annus Mirabilis na revista alemã Annalen der Physik, apresentando a teoria da relatividade.
  • 1907 A Nova Zelândia recebe o status de domínio dentro do Império Britânico, aumentando sua autonomia.
  • 1927 Nasce em Aiello del Friuli o jogador e técnico italiano Enzo Bearzot, treinador campeão do mundo na Copa de 1982.
  • 1945 Nasce em Salvador a cantora Gal Costa.
  • 1945 Morre em Nova Iorque o compositor, pianista e etnomusicólogo húngaro Béla Bartók.
  • 1950 As tropas da ONU retomam a capital Seul do exército do Norte durante a Guerra da Coreia.
  • 1953 Termina o racionamento de açúcar na Grã-Bretanha.
  • 1959 O furacão Vera, o mais forte a atingir o Japão, mata 4580 pessoas e deixa mais de 1,6 milhão desabrigadas.
  • 1960 O primeiro debate televisionado ocorre em Chicago entre Richard Nixon e John F. Kennedy.
  • 1969 Os Beatles lançam o icônico álbum “Abbey Road”, penúltimo de sua discografia.
  • 1969 O presidente boliviano Siles Salinas é derrubado por golpe militar liderado pelo general Alfredo Ovando.
  • 1981 Nasce na Flórida a ex-tenista americana Serena Williams, 2ª maior vencedora de títulos simples da história.
  • 1983 O oficial da Força Aérea Soviética Stanislav Petrov identifica como erro do computador o aviso de aproximação de um míssil nuclear, e não como ataque americano, evitando uma guerra atômica.
  • 1984 Grã-Bretanha e China entram em acordo sobre a transferência de soberania do território de Hong Kong, marcado para 1997.
  • 1990 Morre em Roma o escritor e jornalista italiano Alberto Moravia.
  • 1997 Terremoto nas regiões italianas da Úmbria e Marche causa o desmoronamento de parte da basílica de São Francisco, em Assis.
  • 2000 Protestos antiglobalização em Praga durante cúpulas do FMI e do Banco Mundial resultam em confrontos.
  • 2000 Morre no Rio de Janeiro o violonista e compositor Baden Powell.
  • 2019 Morre em Paris o político francês Jacques Chirac, presidente da França entre 1995 e 2007.


O dia 27 de setembro na história

  • 1066 Guilherme, o Conquistador zarpa em direção à Inglaterra, iniciando a conquista normanda.
  • 1529 Começa o cerco de Viena pelos turcos otomanos.
  • 1540 A Sociedade de Jesus (jesuítas) recebe aprovação do papa Paulo III.
  • 1669 Termina o segundo mais longo cerco da história: após 21 anos, os venezianos entregam a fortaleza de Candia (ilha de Creta) aos otomanos.
  • 1791 A Assembleia Nacional francesa vota pela concessão de cidadania integral aos judeus.
  • 1821 O Exército das Três Garantias, liderado por Agustín Iturbide, entra vitorioso na Cidade do México; no dia seguinte, o México é declarado independente.
  • 1825 A primeira ferrovia pública do mundo a usar locomotivas a vapor, a Stockton e Darlington Railway, é oficialmente aberta no nordeste da Inglaterra.
  • 1871 Nasce em Nuoro a escritora italiana Grazia Deledda, vencedora do prêmio Nobel de literatura em 1926.
  • 1940 O Pacto Tripartite é assinado na capital alemã entre a Alemanha, o Japão e a Itália, consolidando o Eixo.
  • 1953 Entra no ar a TV Record, a mais antiga ainda em funcionamento no Brasil.
  • 1959 O tufão Vera mata cerca de 5 mil pessoas no Japão.
  • 1962 A República Árabe do Iêmen é instituída no sudoeste da Península Arábica.
  • 1975 A última execução por crime capital na Espanha desencadeia uma onda global de protestos. Dois membros do grupo nacionalista basco ETA são executados por pelotão de fuzilamento.
  • 1976 Nasce em Roma o ex-futebolista italiano Francesco Totti.
  • 1996 Termina a Batalha de Cabul com a vitória do Talibã: surge o Emirado Islâmico do Afeganistão.
  • 1998 O Google define retroativamente essa data como a de seu surgimento.


* A grafia está atualizada para as normas atuais, à exceção dos nomes próprios