A campanha mais sórdida
Sejamos francos, uma vez.
Foi a campanha mais sórdida desde aquela do Collor.
Quem diria que o Collor trocaria de lado!
Ou foram os seus adversários que fizeram isso?
A turma do Serra se esbaldou na estratégia do Índio da Costa:
virar à direita para tentar acertar o meio.
O slogan "Serra é do bem", entre nós, é um primor de reacionarismo.
Serra e Dilma têm qualidades pessoais e formação.
Já foram muito parecidos.
Talvez voltem a ser.
Mas, na busca da vitória, tiveram de mudar.
Serra, como desafiante, foi obrigado a mudar mais.
Caiu no conto dos defensores da "direitização" do processo.
Até os jornais americanos perceberam isso e passaram a rotular o PSDB de partido de centro-direita ou direita.
O resultado dirá quem tem razão.
As pesquisas estão mostrando que a guinada de Serra está pagando pouco.
A revista Veja ainda tenta.
Estadão e Falha de S. Paulo conseguem ter momentos de dignidade.
Veja, não. Nunca. Ela não se entrega.
Vai lutar até o fim.
Se Serra ganhar, Veja será o Diário Oficial.
Poderá usar um tucano como logotipo.
Em grande parte, Veja é responsável pela virada à direita de Serra.
Quem manda confiar numa revista para ser lida em consultório de dentista ouvindo música ambiental para encobrir o barulho da broca?
Tudo indica que o grande perdedor desta eleição será a Veja.
Sabe-se que revista da semana passada só é boa para enrolar tucano.
Ou peixe.
As espinhas estão lançadas.