Juremir Machado da Silva

A CPI das senhas

A CPI das senhas

Chegamos ao fundo.
O jornalista Vitor Vieira diz em seu blog que 10 jornalistas da RBS tinha senha, fornecida pelo sargento araponga, para bisbilhotar o sistema de dados sigilosos do Estado do Rio Grande do Sul.
Jornalistas arapongas.
A RBS sente-se dona do Rio Grande do Sul.
É sabadio.
Mas gosta de pregar moral de cueca.
Dar sermão.
Bancar a rainha da ética.
E agora?
Dar furos com senha oficial é agilidade ou promiscuidade?
No plano nacional, a revista Veja, a cega, busca desesperadamente uma forma de virar o jogo em favor de Serra.
Lembra uma frase de Mário Quintana sobre fazer certas coisas boas não por virtude, mas por interesse.
Essa Casa Civil do governo Lulla nem sempre brilhou pela transparência.
Mas Veja está interessada mesmo é em favorecer Serra.
A reportagem sobre o polvo no poder é um primor de pequenas sacanagens com grandes interesses, a começar pelo joguinho de palavras no chamada da capa.
Depois, transforma um contrato que diz uma coisa em reportagem que afirma outra.
Em não botaria a minha mão no fogo pelo filha da tal ministra.
Nem meus dedos no gelo pelas boas intenções da Veja.
Guerra é guerra, deve estar pensando o tal israel.
No Rio Grande do Sul, ao menos, valeria uma CPI das senhas.
No Brasil, uma CPI das relações incestuosas da mídia com os que com desejam o poder.