A presidente Dilma tem usado a vassoura.
Como dizia o outro, faxina é faxina.
Não se pode jogar para baixo do tapete.
Mas também não pode jogar a criança fora com a água da bacia.
Os dois últimos autodenominados adpetos da faxina deixaram o serviço antes do tempo.
Jânio Quadros, o homem da vassoura, pediu as contas e varreu a si mesmo das lides domésticas.
Fernando Collor, o caçador de marajás, recebeu uma bala no peito e acabou no desvio por alguns anos.
Felizmente para ele arrumou empregou de senador e agora tem faxineira própria.
Dilma sabe que limpar a casa é dureza.
Precisa levar em consideração o que a mídia diz sem parecer que é empregada da imprensa.
Tem de levar em consideração o poder dos aliados, que, mesmo com culpa no cartório, pedem clemência.
Alegam que a sujeira é de todos, que a culpa é do sistema de financiamento de campanha, que não metem o lixo no bolso.
É essa a lógica que tem mantido o ministro Carlos Lupi no cargo.
Ele está mais sujo do que pau de galinheiro, mas talvez possa ser mantido pendurado de cabeça para baixo.
Será degolado na reforma ministerial de janeiro.
Até lá, deverá ficar para que a presidente mostre sua força.
Política é um jogo de faxina, uma vassourada aqui, outra ali.
A ideia que fica é que Dilma recebeu a casa imunda.
O mais interessante é acompanhar as críticas.
Os opositores de hoje fizeram as sujeiras de ontem.
Alguns ainda sujam em suas residências estaduais ou municipais.
Já tivemos mensalão do PSDB, do PT, do Dem, do PMDB, do PCdoB, do PP, do PDT...
Ou tudo isso é apenas um cisco no olho?