Juremir Machado da Silva

A fria vingança dos patrões

Patrões não fazem proposta.

Rodoviários permanecem em greve.

Empresários estão brincando com fogo e provocando a população a reagir. Isso tudo poder terminar mal.

Empresários colocam prefeitura de joelhos escorados na demora do TCE para esclarecer regras da fixação da tarifa. É chantagem pura. Uma forma perversa de pressão.

Prefeito José Fortunati está de mãos atadas.

Empresários estão se vingando de rodoviários, da justiça e da população pela redução do preço da passagem em 2013.

Só há uma coisa sensata a fazer: TCE deve antecipar a sua decisão para fixar regras do jogo e abrir caminho à solução. Por que esperar até dia 12 de fevereiro?

Justiça não tem meios para obrigar patrões a negociar?

Como se diz, a vingança é um prato que se come frio. Mesmo com 40 graus. Patrões esperaram para dar troco.

População deve fazer o mesmo e cobrar licitação.

Ou será uma guerra de decisões de justiça ignoradas?

Depois não se quer que se fale em justiça de classe, com dois pesos e duas medidas, justiça implacável com a plebe e macia com o poder, mas basta ver o que está acontecendo na greve dos ônibus, para se ter uma confirmação:

– Patrões não fazem proposta, salvo o ridículo aumento de R$ 1 no vale-refeição, Sindicato dos Rodoviários é multado em R$ 100 mil por dia.

– Prefeitura não faz licitação, multa de R$ 5 mil.

– TCE não antecipa sua reunião para definir regras, nada acontece.

Os poderes têm seu tempo imutável.

A Justiça se acostumou a chicotear a massa para que ela não prejudique a população. Nem os patrões. É mais fácil. Ainda mais com ajuda da mídia.