Tomei conhecimento de uma nova versão do caso da megassena que descrevi aqui há dois dias.
É uma verdadeira roleta gaúcha.
- Só errei o 36. Acertei os outros cinco números.
- Só acertei 0 36. Errei os outros cinco números.
- Juntos, temos a megassena. Que droga!
- Que solidão!
- Tudo culpa da maldita máquina, a cabeça dura.
- Teimosinha.
- Essa imbecil aí.
- Mas ela te deu cinco números certos.
- Mas não escolheu logo o 36, o meu número da sorte.
- Que azar!
- As máquinas continuam e sempre serão burras.
- Mas tu nunca acertaste tantos número sozinho!
- Mas não erraria o 36, meu ano de nascimento invertido.
- A máquina joga no escuro, ora.
- Aí está, é o que eu penso, a máquina nunca sera inteligente como o ser humano, jamais terá a clarividência de perceber o significado de uma data de nascimento nem terá a criatividade de inverter um número. Uma máquina nunca jogará às claras. É por isso que somos superiores.
- Duvido que elas se preocupem com isso.
- Azar delas. Máquinas não têm livre-arbítrio. Na verdade, uma máquina não escolhe o que escolhe, apenas faz o que deve fazer.
- Parece um ser humano com o que destino lhe reserva.
- Um ser humano escolhe.
- Mesmo?
- Eu sempre escolho o 36.