A menina e o BBB
Juremir
Não li a coluna escrita ao CP que os leitores estão a celebrar nas mensagens que tens copiado ao blog, desafortunadamente. A curiosidade me coça e instiga, mas de qualquer forma posso imaginar a sutileza de rinoceronte com que deves ter tratado o maçante assunto BBB (já se foram dez deles, custo a acreditar) e o desprivilégio intelectual dos que o seguem diária ou eventualmente, isso desconsiderando a idolatria "pós-casa" a brothers de vocabulário reduzidíssimo - paredão, rolou/não rolou - dando explicações sobre assuntos que interessam a ninguém.
Curioso também notar o calão das respostas em desaprovação às tuas opiniões, mas não vale a pena enverderar por esse caminho. O fato é que sinto-me sufocado por não compartilhar dos mesmos gostos destes não-sei-quantos-milhões-de-brasileiros que ligam para estes programas e perdem sono por resultados ruins neles; às vezes chego a pensar que seria mais fácil ser "mais um", livre da inquietude do saber e da desolação do olhar ao redor. Como usar elevadores, ir à mercearia, interagir com o vizinho de porta, desprovido de atualizações diárias sobre os homos e os heteros, sobre o Walter que não quer sair de casa porque só ganha quinzinho, sobre a mulher que o Adriano amarrou na árvore com o jumento e o anão, e o resumão dessa massaroca toda no domingo? Dourado é Torre de Marfim da galera.
Admiro teu trabalho!
Um abraço,
Marcelo Veit (São Leopoldo)
Ilustre Jornalista Dr. Juremir. Vossa extraordinária percepção e lucidez fizeram com que publicasse coluna de singular teor no Correio do Povo de hoje, 01 de abril. Por coincidência, ou não, no Dia dos Bobos. Parece-me muito mais arguto oportunismo do Caro Colunista, que associou a idiotia celebrada no calendário àquela soberba manifestação de estupidez a que (não) assistimos ao longo dos três últimos meses, verdadeiro estupro intelectual cometido contra nossos cérebros, travestido de supremo interesse nacional pois que, ainda que nos furtássemos à dantesca visão do pavoroso e terrorista atentado à mais elementar inteligência, nos víamos na desgraçada contingência de, obrigatoriamente, ouvir - por fisiológica capacidade, jamais por voluntária determinação - os comentários revestidos de solene empáfia, como se promulgando sentenças sobre matéria essencial à própria sobrevivência nacional, dando conta de quem e porquê. Estupenda a crítica redigida por Vossa Senhoria, que bem ilustra a infinita capacidade ostentada pela população da Terra Brasilis de superar seus próprios limites da mais furiosa boçalidade. E, para que não se diga que não falei de flores, ou melhor, de pasto, que pérola, que requinte, que espetacular homenagem à classe eqüina que, por força de lei, passa a estar obrigada ao uso de... FRALDAS!!! Será que nossos legisladores, em particular o Paladino Proponente do Absurdo, não têm mais nada para fazer que demonstre o quanto são eficientes em justificar os subsídios que lhes ofertamos mensalmente, prestando-se, uns, a proposituras estapafúrdias tais como o uso de Porta-Caca pelos cavalos de nossa Capital e, outros, a emprestarem solidariedade e aprovação a tais esgares da falta de ocupação... Nobre Jornalista, que horror! Receba minha mais cordial saudação. Sempre atenciosamente. Dr. Schneider
Oi, meu nome é Francesca. Eu e meu padrasto lemos todos os dias suas crônicas no Correio do Povo e, bem, esolvemos comentar a dessa última quinta-feira.
Na verdade seria quase uma parabenização por ter sido tão sincero em sua opinião com relação ao programa mais estúpido da história.
Realmente, tentei assistir um ou outro dia do reality show e simplesmente senti meu QI esguichando pelas orelhas! Parece impossível que a população brasileira tenha tanto gosto pela baixaria e vulgaridade. Mas, infelizmente, não é. E é por isso que qualquer um pode ganhar um milhão e meio por ficar em uma casa luxuosa com treze pessoas escolhidas para estar lá justamente por serem bonitas e, simultaneamente, ganhando fama.
"Prefiro não ter o azar que cruzar com esse Dourado na rua", pois sentiria, sei lá, nojo. Nojo pois o cara se submete à maior besteira e os gaúchos ainda se orgulham dele!
Bem, fica aqui minha opinião.
Parabéns pelas crônicas! (Muitas delas tenho usado em trabalhos de interpretação textual pra escola)
-Francesca Roig, 13 anos. Porto Alegre -RS