A reforma política foi votada na Câmara dos Deputados.
Nada mudou.
Tudo o que é bom para as democracias consolidas continua ruim para o Brasil.
Responda rápido:
1) Quantas democracias desenvolvidas têm o sistema proporcional brasileiro que permite a eleição do menos votado?
2) Quantas democracias desenvolvidas impedem a reeleição de governadores, prefeitos e presidentes?
3) Quantas democracias desenvolvidas permitem o financiamento empresarial de campanhas políticas?
4) Quantas democracias desenvolvidas permitem o financiamento empresarial por empresas que negociam com o Estado?
5) Quantas democracias consolidadas usam urnas eletrônicas que não permitem recontagem dos votos?
6) Quantas democracias consolidadas permitem coligações nas proporcionais para driblar o quociente eleitoral?
7 ) Quantas democracias consolidadas permitem alianças eleitorais sem responsabilidade e continuidade depois de eleitas?
8) Quantas democracias consolidadas usam os sistemas distrital puro ou distrital misto que o Brasil não rejeita?
9) Quantas democracias consolidadas recolocam em votação no dia seguinte um mecanismo rejeitado no dia anterior?
10) Quantas democracias consolidadas têm financiamento público total de campanhas políticas?
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O STF decidiu que presidentes, governadores, prefeitos e senadores não precisam ter fidelidade partidária.
Nas eleições majoritárias, o voto é considerado da pessoa.
A realidade indica o contrário.
Salvo exceções.
Os votos de Lasier Martins para o Senado eram dele.
Na maior parte das vezes, para o senado, os votos são do partido.
Mônica Leal fez quase um milhão de votos para o senado.
Na corrida para a deputação, fez 29 mil.
Esses eram os votos dela.
Nas eleições majoritárias a legenda conta mais.
Nas proporcionais, por ser um sistema de concorrência múltipla, o voto é muito mais no candidato.
Esse deveria ter mais direito a infidelidade.
Salvo pelo fato de que a maioria precisa pegar votos emprestados para se eleger.
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A reforma política feita na Câmara dos Deputados só é boa para os políticos.
Eles vão continuar podendo se eleger com votos de outros.
Foi mantido o sistema vota num, elege outro.
Supostamente para impedir, com o falecido distritão, a hegemonia das celebridades e do poder econômico, transformados em monstros para assustar os incautos, foi mantido o sistema pelo qual celebridades cheias de dinheiro podem arrastar com seus votos para o parlamento um número gigantescos de candidatos praticamente sem votos e que jamais se elegeriam sozinhos.
A reforma política não aconteceu.
Emplacou a reforma dos políticos para os políticos.