Juremir Machado da Silva

A revista Veja e o Complexo de Demóstenes

Freud não viveu o suficiente para descobrir uma nova categoria: o complexo de Demóstenes.

Ou seria síndrome?

Toda  vez que uma pessoa ou veículo de comunicação se apresenta como paladino da ética, tem rabo preso.

A reportagem da TV Record, no Domingo Espetacular, diagnosticou o complexo de Demóstenes da revista Veja.

Agora já se sabe a quem Policarpo Jr. obedecia: ao seu publisher, um certo Carlinhos Cachoeira.

Uma coisa é usar um larápio como fonte, outra é ser manipulado por uma fonte larápia.

Outra ainda é ser seletivo: deixar plantar denúncias contra um lado só.

A Veja de Carlinhos Cachoeira é rastaquera.

Isso não transforma mensaleiros em anjinhos nem apaga imagens de dinheiro na cueca.

Mostra que o buraco é mais embaixo.



Um rombo na capa da revista mais lida em consultórios de dentista, em qualquer tema de interesse social, como as cotas, perfilada com o Dem ou, nos seus arroubos "esquerdistas", atrelado ao tucanato paulista aliado do Dem.

Agora, ao menos, já se sabe quem era o diretor secreto da Veja.

Deve ser por isso que não saiu uma capa com Cachoeiro e Demóstenes de pijama listrado e um par exclusivo de algemas para cada um.

Policarpo pode ganhar um desses prêmio fajutos. Por exemplo, o repórter que cultivava bem as fontes, que, em retorno, plantavam o que queriam nas suas costas.

Num processo, ele poderia usar este argumento: fui um inocente útil.

Cachoeira não tem dúvida da sua utilidade.