Juremir Machado da Silva

A seletiva CPI da Petrobras

Notícias quentinhas do país da pizza.

Delator e réu confesso, o destemido Barusco, garante que recebia propina deste 1997, quando o Brasil era governado por um esquerdista convertido em neoliberal chamado Fernando Henrique Cardoso.

A CPI da Câmara dos Deputados, presidida por um peemedebista, partido da base aliada do governo federal, e tendo como relator um petista, decidiu que só vai investigar a partir da era Lula. Por quê?

Porque a CPI é técnica. Não pode envolver o PSDB. Se envolvesse, seria política.

Outro delator, o doleiro Alberto Youssef, diz que PSB, PP e PSDB levaram bola no negócio da refinaria Abreu Lima de Pernambuco. Como pode? Não dá para confiar em palavra de delator. Eles misturam tudo.

Não respeitam partido.

Ainda bem que a CPI sabe separar o joio do trigo.

Sempre fica com o joio.

Falando em notícia do país da pizza, alguém foi condenado no caso do trensalão tucano de São Paulo?

O mensalão tucano mineiro já foi julgado?

Antes que alguém pense que isso é manobra para defender o PT, um aviso: na corrupção todos os gatos são pardos e merecem uma temporada na Papuda. Eu chamava FHC e Lula para dar explicações.

Getúlio Vargas botou Artur Bernardes e Borges de Medeiros na cadeia.

Lula e FHC poderiam dividir a mesma cela.

Ou eles não sabiam de nada?

Ou só FHC não sabia de nada? (por exemplo, sobre a compra da emenda da sua reeleição?)

Ainda bem que CPI nunca acaba em pizza.