Olá Juremir mau nome é Simone Oliveira dos Santos, sou professora de Educação Infantil em uma escola municipal de Porto Alegre. Fiz o concurso pela política de cotas e passei em segundo lugar. Durante todo o processo da prova, ouvia muitos comentários sobra as cotas, que nós negroa iríamos ser discriminados pelos brancos quando estivessemos nas escolas trabalhando. ìamos ser consideradas pessoas inferiores, incapazes de realizar um bom trabalho. Ou sejha, o medo foi produzido em nós negros para que desistíssemos de concorrer temendo sofrer racismo. Eu passei no concurso, fui chamada e até hoje niguém me perguntou se eu sou cotitsa e nem me discriminaram. Este discurso eu ouvia muito dos brancos, mas existem nefros, que não sei por qual motivo tmabém são contrários as cotas. Hoje estava na internet e vi uma entrevista com o cantor Alexandre Pires, dizendo que: "não sou mais um garoto com cabelo de "crioulo". Sobre as cotas disse o seguinte: "tem muita gente preguiçosa, que espera a cota cair do céu, em vez de provar capacidade, o negócio é ter fé e trabalhar". Que vergonha, um negro, famoso, de sucesso achar isso. É por isso que muitas vezes ainda estamos nesta situação. Se ele pensare bem verá que ele sogre racismo e não se dá conta, pois faz mais sucesso fora do que aqui no Brasil. Imagina uma criança pequena e negra, que é fã de pagode, ouvir um cantor famoso dizer que não tem mais cabelo de crioulo, sendo este famoso negro? Aconselho as pessoas que puderem assistir ao documentário que um ator norte-americano chamado Chris Rock fez sobre os cabelos. Este ator conta que um dia sua filha pequenha perguntou: "papai por que eu não tenho cabelo bom"? A partir daí ele pesquisou com as mulheres negras o que fazem pra manter os cabelos lisos. O documentário se chama Good Hair. Eu infelizmente ainda não pude assistir pois não sei o idioma inglês. Mas vale a pena. Abraços Juremir
Simone Oliveira Santos
Olá, Juremir.
Costumo ler sua coluna e tomo a liberdade de lhe escrever.
É impressionante a incitação à violência que a televisão impõe aos seus expectadores. Fiquei muito chocado com um fato no sábado último, às 22:00hs. Repare que é um horário onde muitas crianças ainda estão acordadas.
Estava trocando de canal quando me deparei na TV Manchete com uma luta de vale-tudo. Bem na hora um elemento acerta um pontapé na cabeça de seu adversário que literalmente apaga e vai à lona. O mais surpreendente é que o brucutu que desferiu o golpe parte para cima do adversário desmaiado e desfere mais uns dois socos na cabeça deste, até que o juiz consegue interceder.
Fiquei mesmo impressionado. Mais tarde, para minha surpresa, o mesmo brucutu vencedor concedia entrevistas para uma equipe jornalística que cobria o evento. Pensei: “vão criticá-lo pela conduta anti-esportiva, afinal, o adversário estava desmaiado quando continuou a ser agredido”. Ledo engano! Os repórteres enalteciam o brucutu e mais, perguntavam a ele se as escolas não deveriam ter atividades de luta marcial como forma de complementação curricular. Faça-me o favor!
Juremir, fiquei enojado! Anos atrás, era somente os canais fechados que transmitiam estas pancadarias. Hoje, em horário nobre e num sábado?!? Não deveria haver uma intromissão do governo neste sentido?
Um abraço,
Luciano Nunes (pai de um filho).
Caro Juremir,
Hoje tomei coragem e tirei um tempo para escrever para você.
Sou leitor do Correio do Povo a mais de 10 anos, tendo como rotina ler
a última e penúltima página, passando para as notícias internacionais
e na seqüência a sua coluna.
Você é uma pessoa intrigante, divertida e muito culta, gosto muito da
sua coluna, só não gosto quando fica insistindo na questão das cotas
para negros na universidades, que os negros foram ferrados desde que
foram arrancados da África e depois da abolição não tem dúvidas, isso
ficou claro nas aulas de FDB. Os meus antepassados que vieram da
Alemanha também foram ferrados, tiverem que brigar com os índios e
lutar para sobreviver em uma terra totalmente desconhecida,mas lógico,
não se compara com o que o negros sofreram, mas hoje também tem alemão
miserável, só acho que a solução não é por aí.
Mas o meu assunto não é esse, é os franceses! Você defende os
franceses até debaixo da água, devido a esse fiasco da seleção
francesa na copa e a atitude estúpida do seu técnico com o Parreira eu
pensei, acho que o Juremir não vai ter o que falar da França por um
bom tempo! Aí abro o jornal hoje e leio Anelka, o revolucionário,
pronto, achou um jeito de falar bem dos caras.....
Por você ser um profundo conhecedor da cultura e povo francês eu busco
uma resposta, porque os franceses são tão esnobes?
Eu tive uma experiência muito frustraste com franceses. Eu trabalho em
uma indústria que produz autopeças e em meados de 1998 quando as
marcas francesas começaram a nacionalizar seus veículos eu recém havia
sido promovido a líder de uma linha de estamparia e nos primeiros
meses chegou uma equipe da Renauld para acompanhar a produção dos
primeiros lotes,junto veio um português que era o intérprete, bom, fiz
o melhor com a estrutura que tínhamos e fiz as pessoas seguirem todos
os procedimentos.
O que eu vi nos dias que se sucederam com a presença deles
simplesmente me decepcionaram, ao invés de pró-atividade e críticas
construtivas foi de atitudes reativas e muitas risadas cínicas, um
certo momento eu perdi a paciência e comentei em alemão com um
colega...do que esses idiotas estão rindo? o que eles tem de melhor do
que nós? Acho que algum deles entendia alemão porque a partir daí
mudaram a postura e passaram a agir diferente.
Cara, agora mudando de assunto, como é que você consegue ficar sem
automóvel, com certeza a Claudia, sua esposa, deve ter um, caso
contrário deve gastar uma fortuna em táxi.
É isso Juremir,
Abraços
Martin Rugard Wentz
Panambi/RS