Juremir Machado da Silva

Abraçando leitores

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Juremir, li a sua coluna reclamando dos bancos e, com a experiência de quem trabalhou quatro anos na Banrisul (e, graças a Deus, saiu de lá), digo: é muito fácil acabar com o lucro bancário.
É só os clientes começarem a processar os bancos quando ultrapassam o tempo de espera na fila; quando os bancos querem enfiar goela abaixo produtos na base da venda casada, entre outras barbaridades que eles fazem.
Já pensou: você entra na agência para fazer um depósito de 10 reais e pode embolsar R$ 10 mil num processo por espera na fila.
É só a população se mobilizar.
Grande abraço!
Gustavo


Hoje (11/05) pela manhã li a coluna no jornal Correio do Povo denominada “ Na Internet “, nela o professor e escritor Juremir Machado aborda a discrepância entre os juros recebidos pelos correntistas em suas economias, e aqueles cobrados pelos bancos no mesmo período. Quero parabenizá-lo pela abordagem. É de extrema importância a manifestação de um jornalista renomado e com grande número de leitores diários, ao criticar os mesmos absurdos que têm sido denunciados pelos Sindicatos e Federações de Bancários. Estranhamente não vemos tal crítica por parte das entidades patronais, que deveriam lutar pela diminuição dos juros em suas captações de créditos para investimento e custeio das empresas, com a consequente diminuição dos preços ao consumidor.
Gostaria de contribuir com alguns dados sobre os lucros dos bancos neste primeiro trimestre de 2011, vejamos: Itaú Unibanco 3,53 bilhões; Banco do Brasil 2,93 bilhões e Bradesco 2,7 bilhões. Isto ficando apenas nos três maiores bancos brasileiros, que tiveram crescimentos acima de 20% nos lucros comparados com o mesmo período de 2010. De onde vem esses lucros exorbitantes obtidos a partir da exploração de clientes e bancários? A resposta está na taxa de juros, conforme exemplo abordado na coluna de hoje e no alto custo das tarifas cobradas pelos “ serviços “ prestados pelos bancos.
No entanto, as maior parte destes serviços são feitos pelos próprios clientes via terminais eletrônicos e Internet. Segundo pesquisa divulgada pela própria Federação Brasileira dos Bancos – Febraban, o caixa eletrônico (tecnicamente conhecido como ATM) ainda é o canal mais utilizado pela população, com 17,8 bilhões de operações ou 31,% do total. Por outro lado, dados do Banco Central do Brasil comprovam que algumas tarifas tiveram crescimento superior a 120% no último triênio.
Em contrapartida, os bancos desqualificam os serviços prestados à população, com número reduzido de funcionários nas agências e sobrecarga de trabalho, falta agilidade para o atendimento aos clientes. O bancário tem sido submetido a jornadas extenuantes, com metas cada vez mais abusivas, a fim de garantir o crescimento vertiginoso do lucro dos banqueiros, que não dão qualquer retorno em investimentos sociais. O surgimento de doenças psicológicas devido à precariedade do ambiente de trabalho gerado pelos bancos também virou rotina para a categoria.Por fim, uma pergunta fica no ar: Por que as empresas aceitam juros e tarifas abusivas?
Arnoni Hanke
Diretor de Organização
Fetrafi-RS – Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras no RS.