Uma beleza a Bienal do Mercosul.
Arte, criatividade, provocação, inteligência, sofisticação e grandes sacadas.
Só grosso acha que não tem arte nas obras contemporâneas.
O cara que diz, achando-se o máximo e dando aquele risinho de entendido, "isso até eu faço", não desmonta e monta novamente um prendedor de roupa sem perder alguma peça.
É o imbecil satisfeito consigo mesmo, o que é redundância.
A principal característica do imbecil é a ausência de Superego.
Entende tanto de arte quanto de reforma do pensamento.
Acha que arte é só o que está no Louvre.
Onde ele nunca vai, preferindo Miami ou Punta del Este.
Geopoéticas fantásticas à beira do Guaíba.
Diluição de fronteiras.
Invenção de novos países.
Bandeiras liquefeitas.
Novos controles para velhas obsessões.
A Bienal do Mercosul é uma tentativa desesperada de civilizar o Rio Grande do Sul.
Para isso será preciso, como sabe qualquer psicanalista, matar, METAFORICAMENTE, o pai.
Alguém se atreve a matar Bento Gonçalves?
Está aí uma ideia para uma obra a ser exposta na próxima Bienal do Mercosul:
O Assassinato de Bento Gonçalves por Freud.