Juremir Machado da Silva

Artes e artimanhas da Bienal do Mercosul

Uma beleza a Bienal do Mercosul.

Arte, criatividade, provocação, inteligência, sofisticação e grandes sacadas.

Só grosso acha que não tem arte nas obras contemporâneas.

O cara que diz, achando-se o máximo e dando aquele risinho de entendido,  "isso até eu faço", não desmonta e monta novamente um prendedor de roupa sem perder alguma peça.

É o imbecil satisfeito consigo mesmo, o que é redundância.

A principal característica do imbecil é a ausência de Superego.

Entende tanto de arte quanto de reforma do pensamento.

Acha que arte é só o que está no Louvre.

Onde ele nunca vai, preferindo Miami ou Punta del Este.

Geopoéticas fantásticas à beira do Guaíba.

Diluição de fronteiras.

Invenção de novos países.

Bandeiras liquefeitas.

Novos controles para velhas obsessões.

A Bienal do Mercosul é uma tentativa desesperada de civilizar o Rio Grande do Sul.

Para isso será preciso, como sabe qualquer psicanalista, matar, METAFORICAMENTE, o pai.

Alguém se atreve a matar Bento Gonçalves?

Está aí uma ideia para uma obra a ser exposta na próxima Bienal do Mercosul:

O Assassinato de Bento Gonçalves por Freud.