Juremir Machado da Silva

As fórmulas esgotadas do Oscar

Não sou fã de filmes que ganham Oscar.

Vez ou outra, claro, tem alguma obra-prima.

A cerimônia de entrega do Oscar é quase tão emocionante quanto um jogo do Inter com o São Paulo de Rio Grande ou uma formatura de 350 alunos com discursos de cada formando e declarações de júbilo.

Vi quase todos os concorrentes deste ano.

É uma das safras mais fracas.

Birdman é apenas mais um filme esquisito de um mexicano que adora esquisitices.

Grande Hotel Budapeste é um monumento ao tédio.

A Teoria de tudo repete uma fórmula explorada com frequência.

Fórmula, eis a palavra: o Oscar é uma fórmula.

Depois de decorada, só resta o tédio.

O cinema ainda precisando de uma sacudida.

Quem sabe uma nouvelle vague?

Um Cinema Novo?

Qualquer coisa.

Menos mais do mesmo.

Que tédio!