Não sou fã de filmes que ganham Oscar.
Vez ou outra, claro, tem alguma obra-prima.
A cerimônia de entrega do Oscar é quase tão emocionante quanto um jogo do Inter com o São Paulo de Rio Grande ou uma formatura de 350 alunos com discursos de cada formando e declarações de júbilo.
Vi quase todos os concorrentes deste ano.
É uma das safras mais fracas.
Birdman é apenas mais um filme esquisito de um mexicano que adora esquisitices.
Grande Hotel Budapeste é um monumento ao tédio.
A Teoria de tudo repete uma fórmula explorada com frequência.
Fórmula, eis a palavra: o Oscar é uma fórmula.
Depois de decorada, só resta o tédio.
O cinema ainda precisando de uma sacudida.
Quem sabe uma nouvelle vague?
Um Cinema Novo?
Qualquer coisa.
Menos mais do mesmo.
Que tédio!