Juremir Machado da Silva

As ilusões do retranqueiro e do militante político

A filosofia iludida do retranqueiro cabe numa fórmula: quase deu!

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O militante político sem carteirinha acredita que não tem partido.

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O retranqueiro sempre acha que marcou mais do que se defendeu.

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O militante de direita acredita piamente que nunca se rouba tanto quanto quando a esquerda está no poder, o que acontece raramente. Esquece que a esquerda chega ao poder por causa dos roubos da direita.

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O retranqueiro comemora empate como goleada, esquecendo-se que, muitas vezes, só não tomou goleada por ter tido a sorte de contar com um goleiro em noite inspirada e praticamente impossível de ser repetida.

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O militante de esquerda considera as suas irregularidades como exigências da boa causa. O militante de direita considera irregularidade colocar a causa acima dos seus interesses econômicos, mesmo que eles exijam irregularidades.

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O militante de esquerda entende que o melhor ataque é o ataque. O militante de direita acredita que a melhor defesa é o ataque.

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A direita garante que não existe mais esse negócio de direita e esquerda.

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A esquerda afirma, antes de aliar-se à direita, que as ideologias não morreram.

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Enquanto isso, Demóstenes Torres exclama: "Bando de trouxas!"

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E Fernando Pimentel encolhe-se: "Não fiz nada".

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Quase deu!