Cartas de leitores (1)
Os leitores da minha coluna no Correio do Povo são muitos e me escrevem com elogios, sugestões, críticas e comentários sempre muito interessantes. Aqui vai uma amostra do que me disseram nos últimos dias.
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Hilário, o gaúcho bovinóide por definição. quase um tipo ideal weberiano. as "concepções" que tu elenca refletem precisamente todas as premissas do senso comum direitista rastaquera que a gente encontra desde aquele parente idoso (na "revolução de 64" é que era bom, tinha o BNH) até o taxista, sem mencionar o insuspeito advogado ou médico letrado, quando instigado a "pensar" as ditas "questões sociais". no fundo tudo isso é mesmo hilário. grande texto.
abraço, marcelo
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Caro professor, sobre a esposa de Woods, ouvi dizer que ela é sueca e nao americana.
Um abraco. Eduado Colonia
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Meu prezado Juremir,
sou leitor diario de sua coluna e admiro sempre seus lances inteligentes. Concordo inclusive com a idéia de que os americanos são em geral um povo muito ignorante e pouco interessado no resto do mundo. Mas sua pergunta na coluna desta sexta-feira POR QUE UM JOGADOR DE GOLFE DEVERIA SER UM MARIDO FIEL E MODELAR? me desafia a tentar uma explicação.
Apesar dos muitos defeitos, a sociedade americana tem suas qualidades incontestáveis. Uma delas é a convicção da importãncia de valores que garantem a sobrevivência da sociedade. Observando a história das civilizações grega e romana aprendemos que a decadência começou com o desmoronamento moral. Primeiro a infidelidade conjugal, que desmancha o grande pilar da sociedade: A FAMILIA. Mas familias desestruturadas criam cidadãos desestruturados, isto é, violentos ou viciados, doentes.
Na sociedade americana tem uma certa maioria que entende isso e exige que u ma pessoa pública seja um exemplo em todos os aspectos. Eu vejo sentido nisso e digo que infelizmente, aqui no Brasil vemos o contrário. Os artistas mais safados são os preferidos do público. Eis a raiz da impunidade, que prevalece no pais.
Ronald Graf
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Juremir
Tive uma pequena discussão com meu pai - entenda-se briga, Paulo Cesar (43 anos) fiel leitor de sua coluna. Tudo começa por um presente, minha mãe gostaria de presentear sua neta com um livro da série Twilight. Ouço gritos como: -"é tem que dar literatura de verdade!"-, -"vai forma ela para ler Paulo Coelho!" - (imagine isso num tom mais irritado). Acordo um pouco irritado com a situação já que o mesmo cria uma situação chata deste tipo com algo tão banal. Falso moralismo, defende esse argumento mesmo sendo uma própria antítese do mesmo. Por que antítese? Porque ele lê suas colunas e torna seus argumentos os dele, digo, o que o senhor fala ele considera como certo. Hmpf, ele é a síntese da distopia do sonho de Kant. Sem opinião própia e baseando-se em argumentos pré- criados( acho que errei aqui <).
Argumentei citando que livros como Crepúsculo e Harry Potter, são portas para que a garota se interesse por livros.Ele diz que leitura infanto juvenil de verdade é Monteiro Lobato. Eu acho errado, Monteiro Lobato foi uma ótima leitura. Acredito que a literatura tenha que se renovar para capturar o interesse da sociedade, justamente capturar aqueles que não tem interesse pela leitura. Peça para uma adolescente escolher um livro do sítio do pica pau amarelo e um do Crepúsculo...a resposta já deves saber. E qual o mal de ler este tipo de leitura? Perda da identidade cultural? Hoje vivemos em um mundo globalizado, uma consequencia é a mixagem de culturas para a criação de uma unica totalmente homogênea. E isso e algo ruim? Acho que é uma evolução. Voltando ao tema principal, se uma pessoal lê Stephanie Meyer( que por sinal,vendeu mais livros que William Shakespeare o_O), e depois lê digamos algo que seja produtivo na visão "educacional", algo como Goethe (embora ache uma leitura pesada e sem graça) não é um ganho? Obviamente quem se fixa só em Best Seller irá precisamente seguir esta ordem: adolescente - Crepúsculo; adulto - Paulo Coelho,Dan Brown (embora este último tenha uma narrativa envolvente); mesmo assim isso representa uma evolução tanto para o ponto de vista pedagógico quanto para o cultural. Hoje em dia todos estão lendo mais justamente por livros mais divertidos mesmo que fúteis, mas traz cultura. Aliás acho que esse é o jeito certo de formar leitores, não empurrando livros chatos nas aulas de Literatura para que nós leiamos. Quem dera que no vestibular houvesse a disciplina de filosofia como prova. Muito mais útil que Literatura.
De qualquer maneira desculpe pelos erros de português e sintaxe ^^. E agradeço pela atenção. Vitor Neves
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Caro Juremir
Agradeço pelas palavras e pelo tratamento dado à notícia que consta em nossa newsletter em teu blog. Esta postura de diálogo em busca de um equilíbrio é algo que sempre adotei e que tenho procurado reforçar nos diálogos que tenho mantido, tanto com os integrantes do governo, como o chefe da Casa Civil e o líder do governo na Assembleia, quanto com os representantes das classes, em especial Brigada Militar. Porque é isto que está na matéria: não se pode jogar com o tudo o nada! Não é possível que não haja espaço para um entendimento! E é somente com diálogo que será possível construir uma proposta que não gere tantas divergências, colocando governo e servidores em pólos totalmente extremos, possível de ser aprovado e o mais adequado para o momento, mesmo que não seja o ideal.
Sinto que o cidadao esta muito preocupado com este clima de conflito e confronto entre Governo e Servidores.
Novamente, obrigado. E saiba que tenho lido tua coluna quase diariamente. A propósito, nesta semana publicaste um texto em que fala sobre o teu trabalho de professor e fizeste referência a três alunos teus, pela qualidade da pesquisa desenvolvida. Então, parabéns, porque se eles desenvolveram um bom trabalho, em grande parte se deveu a tua orientação. Imagino quão gratificante é perceber estes resultados, e ver que teus alunos obtiveram tamanho êxito
Abraço, Alberto Oliveira
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Amigo e ex-colega Juremir,
Sou obrigado a concordar em grau, número e gênero com a tua ótima coluna desta sexta-feira (18), sobre a pseudo- moralidade americana em relação a infidelidade do Tiger Woods. Aliás, sugiro que a partir de agora todas as certidões de nascimento (americanas é claro) passem a constar itens como "não se pode mudar de opinião; jamais volte atrás em...; proibida a infidelidade de ídolos e coisas absurdas deste tipo. Se tem uma coisa que este brasilzão pode se orgulhar (em relação aos EUA) é não ter escrúpulos para estas bobagens que não mudam em nada a vida dos viventes...
Abração amigo Juremir
Carlos Britto
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Excelente teu artigo sobre sobre Tiger Woods. Não sou favorável à infidelidade conjugal, mas impedir alguém de jogar golf porque traiu seu cônjuge é de espantar. Abraços, Luiz Felipe Gomes