Juremir Machado da Silva

Cartas de leitores (7)

Cartas de leitores (7)


Boa noite Professor Juremir Machado!
Me chamo Diego Nunes moro em Canoas e sou militar da Força Aérea Brasileira, estudante do curso de licenciatura em Matemática/Unisinos. Venho através deste e-mail parabenizá-lo pelos belos textos que nos proporcionas na sua coluna do Correio do Povo. Deixo claro que nem sempre concordo com tudo aquilo que escreves. Porém, és tão brilhante em seus raciocínios que até as diferenças de pensamento são sempre um convite à reflexão e às mudanças de pontos de vista.
Porém, o principal motivo desta mensagem é que envio em nome de meu pai, Galileu Nunes, ferroviário (maquinista) em Cacequi-RS juntamente com minha mãe Carmem Nunes, a mulher mais colorada que já vi, e são seus leitores ferrenhos. E penso que fazendo contato com o senhor e transmitindo a admiração de meus pais faço uma homenagem a eles também, pois ficarão felizes em saber que os mencionei. Através deles aprendi a cultuar o jornal pela manhã desde os tempos do saudoso Mendes Ribeiro. Hoje, com 28 anos e um bocado de quilômetros distante da família, senti a vontade e o desafio de me "arriscar" a escrever estas mal traçadas linhas ao senhor. Digo isto, por que antes de escrever acessei seu "Lattes" e fiquei admirado com sua atividade intelectual.
Caro Professor Juremir, nestes tempos de festas, conferências mundiais infrutíferas sobre clima e por que não dizer de "panetones" em Brasília, nos resta como cidadãos confiar, crer e não calar seguindo o seu exemplo: através da inteligência podemos refletir e fazer refletir sobre questões atuais e mostrar aos nossos colegas, alunos e amigos em geral que não podemos ser massa de manobra, alheios aos acontecimentos e que temos sim muito potencial intelectual para pensar a realidade que nos cerca. Mostrar que através do voto com consciência e critério, podemos sim fazer grande diferença e não permitir que acontecimentos como carnaval, copa do mundo e outros não encobertem a realidade dos fatos políticos e administrativos de nosso País.
Desejo-lhe um FELIZ NATAL, um próspero ano novo(cheio de inspiração) e Reflexão!
Abraço do leitor,
Diego Nunes.
*
Bom dia Sr. Juremir
Estou enviando-lhe um desenho que fiz da atriz Ana Paula Arosio para o Sr. Otelo, o qual contou-me que és um adorador da atriz e pedeiu-me para enviar-te uma cópia.
Pois segue em anexo a imagem, espero que goste!
Atenciosamente, Mariah Xavier Rocha.
*
Não há melhor coisa do que ser brasileiro. Eu sou excludentemente brasileiro, e me orgulho disso. O Brasil ocupa todos os interstícios do meu senso territorial. O Brasil não é parte, é o todo. Eu não sou latino-americano, deixo isso para os peruanos ou paraguaios. Não preciso de suas músicas, me bastam as nossas. Eu sou brasileiro, Deus é brasileiro. O Brasil é o todo, não a parte. Por isso eu tampouco sou americano, e não ligo se os americanos se apropriaram do continente, quero dizer, do seu nome. Tanto não me importo, que eu também os chamo de americanos, e nem com isso lhes concedo o direito ao gentílico da América. Um amigo argentino diz que nós teríamos que ser mais espertos e chamá-los de estadunidenses, como o fazem outros latino-americanos. Idiotice, coisa de latino-americano. Eu sou brasileiro, não estou nem aí para essas bobagens. E além do mais, os americanos são uns ignorantes, acham que Buenos Aires é a capital do Brasil...
Sergio
Um assíduo leitor do único cronista que faz a diferença no Correio
*
Senhor Jornalista:
Há tempos acompanho sua trajetória e, inclusive gostava muito de suas idéias, como por exemplo, criticar ou não gostar do Luiz Fernando Veríssimo, o que parece ser proibido ou"feio". Isto até lhe causou a demissão da RBS. No entanto, nos últimos tempos, V.Sa. passou a comportar-se de forma muito similar ao LFV, ou seja, infelizmente ficou insuportável! Estou numa dúvida atroz, pois não sei se nós leitores somos os imbecis, ou V.Sa. é o próprio!
Sua coluna de hoje, 19/12/09, é a prova do que digo, pois por um lado, plagia a Velinha de Taubaté e, por outro, imagina que somos, além de imbecís, idiotas!
O objetivo desta, inclusive, é para comprovar que o jornalista tem que saber que os leitores não são ignorantes e nem cabresteáveis e, se alguém é, talvez não sejamos nós!
Com a cordialidade possível,
José Roberto Pires Weber
*
Caro Juremir: parabéns pelo Hilário, o cético de Palomas, que é o oposto da velhinha de Taubaté. A velhinha do LFV acreditava em tudo, a boba. Hilário não acredita em nada, que os outros pensam, o malandro. Abçs. Júlio Martins